Máscara durante atividade física: veja prós e contras da utilização do equipamento

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Há mais de um ano, o surto de Covid-19 faz com que a rotina de treinos seja adaptada a esta nova realidade. Tanto atletas profissionais quanto amadores tiveram de replanejar intensidade, frequência e local dos exercícios de rotina, tendo em vista as medidas de isolamento que buscam diminuir a proliferação da doença. Mesmo assim, as mais diversas modalidades esportivas podem ser praticadas neste período excepcional — cada uma com seu devido cuidado, dentre eles, a utilização de máscara protetora.

Segundo um estudo da Sociedade Brasileira de Medicina do Exercício e do Esporte (SBMEE), o mais importante é a adequação do novo instrumento ao corpo. Nos primeiros dias de treino com o acessório, o resultado é um “ritmo mais lento”, e o “cansaço aparece mais rapidamente", "associados a uma sensação desagradável de umidificação da máscara com a progressão da atividade”.

No entanto, o hábito de usar o equipamento “pode melhorar a capacidade pulmonar e a eficiência de oxigênio”, uma vez que a peça ajuda na simulação de condições de grande altitude, onde o ar é rarefeito — embora ela não funcione necessariamente como o chamado treinamento hipóxico, feito com baixa oxigenação.

Segundo a pesquisa, “o uso da máscara durante semanas ou meses aumenta a força da musculatura dos pulmões”, e “com a remoção da máscara, os pulmões terão a capacidade de absorver mais oxigênio", resultando em possível melhora do desempenho”. O efeito positivo no corpo pode ser comparado “ao efeito de executar o exercício num percurso plano após várias semanas de treinamento em subidas”.

Por outro lado, um dos principais pontos que pesa contra o acessório está no fato de ele umedecer rapidamente durante o exercício, o que dificulta ainda mais a entrada do ar. Por conta disso, segundo o estudo, é necessário um período de adaptação para que o organismo se acostume com o novo fluxo de oxigênio que chega até os pulmões.

No caso de exercícios mais intensos, o organismo tende a necessitar do fluxo de ar pela boca para a respiração, uma vez que a demanda de oxigênio é maior durante a atividade física. No entanto, o estudo aponta que, na respiração por via oral, há mais riscos de ocorrer infecções, pelo fato de a região não ter os mesmos mecanismos de defesa do nariz.

Por conta disso, os especialistas recomendam que os exercícios devem ter intensidade leve à moderada, realizados cerca de três vezes por semana — sempre com utilização de máscara e mantendo um distanciamento seguro.

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