Máscaras cirúrgicas começam a faltar em farmácias dos EUA por causa do coronavírus

Visitantes usam máscaras em um shopping de Hollywood, em Los Angeles; com cinco casos confirmados do novo coronavírus chinês, Estados Unidos vêem utensílios se esgotarem em farmácias

Usadas para proteção contra a disseminação de vírus do trato respiratório, as máscaras cirúrgicas começaram a se esgotar em farmácias de diversas cidade dos Estados Unidos, por conta da disseminação do novo coronavírus vindo da China.

O país já teve cinco casos confirmados da nova doença, que atingiu mais de 4.500 pessoas em todo o mundo até agora, causando 60 mortes na China.

A BBC informou, na segunda-feira (27), que lojas na capital Washington, em Nova York, Seattle e Los Angeles registraram grande procura pelas máscaras, e falta do produto.

"Eu comprei uma caixa de máscaras pela internet imediatamente depois de saber do primeiro caso nos Estados Unidos", disse um estudante chinês da Universidade de Washington à BBC.

A corrida pelas máscaras, no entanto, pode ser pouco útil aos compradores, já que a eficácia delas para proteger quem as usa é questionada por pesquisadores. Alguns argumentam que elas são mais eficientes para prevenir a transmissão por parte daqueles já contaminados.

"Não faz mal usá-las, mas não é muito provável que elas sejam eficientes na prevenção", disse o médico Eric Toner, do Centro de Segurança de Saúde da Universidade Johns Hopkins, em entrevista à Business Insider.

Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA anunciaram na segunda-feira que centenas de pessoas estão sendo monitoradas no país sob suspeita de contágio pelo vírus. O governo americano alertou seus cidadãos para que não façam viagens desnecessárias à China.