Mãe é presa por lesão corporal e tortura contra a filha, de 1 ano, em Belo Horizonte

·2 min de leitura

RIO — Uma jovem de 19 anos foi presa em Belo Horizonte na sexta-feira por agredir brutalmente a própria filha, de 1 ano. De acordo com a Polícia Civil de Minas Gerais, ela foi indiciada por lesão corporal e tortura. Segundo a delegada Iara França, responsável pelo caso, a polícia foi acionada por uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) no final de setembro, quando a menina, então com 11 meses, deu entrada no local com vários ferimentos, acompanhada do pai e da avó paterna. A partir desse momento, foi iniciada a investigação.

— A criança apresentava múltiplas lesões pelo corpo, estava com as pernas fraturadas, não conseguia nem ficar em pé porque o fêmur estava quebrado. Os braços da menina estavam quebrados também. Ela tinha várias marcas, até mesmo de queimadura, hematomas por todo corpo — detalhou França.

A delegada afirmou que as agressões vinham sendo praticadas já fazia bastante tempo, com suspeita de terem começado logo após o nascimento. Além disso, a princípio, a família paterna não tinha conhecimento do estado em que a criança se encontrava.

— O pai não tinha contato com a filha, mas a levou ao posto de saúde. A mãe dele, avó da menina, buscou a criança na casa de uma vizinha da mãe para que eles pudessem vê-la — relatou França, a respeito do dia em que o bebê foi socorrido.

À polícia, a mãe alegou que a menina tinha caído de uma escada de dois degraus dentro da cozinha de casa. No entanto, os médicos refutaram essa hipótese e afirmaram que as fraturas não eram compatíveis com lesões recentes.

— Até tinham lesões que poderiam ser de alguma agressão recente, como tinham lesões de agressões pretéritas, que inclusive já estavam em fase de cicatrização — disse a delegada. — Eles (os médicos) disseram que uma simples queda de dois degraus não poderia causar todas essas fraturas, incluindo a do fêmur, que já estava cicatrizada, mostrando que era antiga.

Segundo os investigadores, a mãe não permitia muito o contato da família paterna com a menina e, embora o pai tenha várias passagens criminais, por tráfico de drogas e roubo, ele nunca agrediu a filha.

— A princípio, só duas pessoas teriam visto as condições em que se encontrava a criança. Elas já viram essa criança agredida porque a mãe a deixava de vez em quando com esses vizinhos para poder sair, ir para bares — acrescentou França.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos