Mãe de brasileira morta pelo filho nos EUA não consegue visto de viagem para participar do funeral

RIO — A mãe da brasileira morta pelo filho nos EUA no último dia 8 não conseguiu tirar o visto de viagem para poder participar do funeral, realizado no dia 22, na Primeira Igreja Pentecostal, em Pensacola, na Flórida. Amigos e parentes de Adriana Ohlson, de 49 anos, fizeram uma campanha de financiamento coletivo na internet para arrecadar o valor dos procedimentos para a mãe e as irmãs dela tirarem o visto em caráter emergencial e comprarem as passagens aéreas.

"Infelizmente, a mãe de Adriana não obteve visto para entrar nos Estados Unidos", afirma a atualização no site GoFundMe, acrescentando que parte do valor obtido seria destinada à família de Adriana no Brasil, em nome do ex-marido dela, Aaron Ohlson.

A descrição da vaquinha, que arrecadou US$ 5.332 (cerca de R$ 26,2 mil), explicou que a família de Adriana oriunda do Brasil seria representada no funeral por uma irmã, que chegou no país na véspera do velório.

"Estamos absolutamente devastados pelas circunstâncias do falecimento da Adriana e estamos fazendo tudo ao nosso alcance para trazer a mãe e as duas irmãs da Adriana do Brasil para que possam se despedir dela", diz a descrição no site sobre a motivação da campanha. "Sabemos que esses custos estão além da capacidade financeira da família, pois o processo inclui a expedição de passaportes e vistos em caráter emergencial, além dos custos das passagens".

Adriana morreu após ser baleada pelo próprio filho, David Allan Ohlson, de 18 anos, que está preso sem direito a fiança.

Às autoridades americanas, o autor do disparo se declarou inocente da acusação de assassinato em segundo grau com arma de fogo. No interrogatório, David afirmou ao xerife do condado de Escambia que "de todas as pessoas que ele planejava atirar, ele não esperava que sua mãe fosse uma delas".

Aaron Ohlson, que é pai de David, acionou a polícia a respeito do tiro. Segundo ele, o filho atirou em sua ex-mulher de forma acidental.

Aos investigadores, Aaron explicou que estava separado de Adriana havia três semanas. Ele relatou ter recebido um telefonema da vítima para dizer que David estava "com mau comportamento" enquanto segurava uma arma de fogo.

Ao chegar à residência, Aaron disse ter visto a ex-mulher em pé na sala de estar, e seu filho, David, sentado de pernas cruzadas no chão. O suspeito então teria apontado a arma para o pai e, em seguida, para a mãe. Quando Aaron tentou se aproximar, ele contou que David disparou contra a vítima e imediatamente largou a espingarda no chão.

Quando os agentes chegaram ao local, encontraram Adriana na sala de estar com um ferimento de espingarda no abdômen. Ela foi levada para o hospital onde morreu na cirurgia.

Aaron disse ainda que seu filho tem alguns problemas psicológicos, mas não detalhou quais. A advogada de David, Sharon Wilson, apresentou moções ao tribunal nesta semana e entrou com declaração de inocência. A defensora também pediu para que o suspeito tenha um julgamento com júri.

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