Mãe confirma presença de piloto em avião desaparecido entre Ubatuba e Paraty: 'É tudo que tenho'

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RIO — O piloto Gustavo Carneiro é o segundo tripulante identificado que estava a bordo do bimotor que desapareceu entre Ubatuba (SP) e Paraty (RJ) na última quinta-feira. A informação foi confirmada por sua mãe, que ao G1 contou estar “extremamente abalada”. Apesar da confirmação da presença do piloto no avião, Carneiro segue desaparecido. Além dele, já foi confirmada pela família a presença do copiloto José Porfírio de Brito Júnior, de 20 anos. A bordo da aeronave também estava um passageiro que ainda não foi identificado. Na tarde dessa sexta-feira, a Força Aérea Brasileira (FAB) encontrou um corpo na região que pode ser de uma das vítimas.

Na manhã desta sexta-feira, a namorada de Gustavo, Larissa Vicente, afirmou que não iria falar sobre o assunto. Ao portal de notícias G1, a mãe do piloto não quis repassar muitos detalhes sobre o filho. Entretanto, afirmou que o jovem perdeu o pai há pouco tempo por Covid-19 e que estava muito triste.

— Ele (Gustavo) é tudo que tenho — desabafou.

Nas redes sociais, antes de desaparecer, Gustavo fez uma publicação que afirma estar no Aeroporto Campo dos Amarais, em Campinas, às 11h07.

Na manhã de quarta, Gustavo, José e um passageiro - ainda não identificado - saíram do Aeroporto de Jacarepaguá, em direção à Campinas. De acordo com parentes do copiloto, a aeronave deveria voltar para a capital fluminense às 18h30. Entretanto, houve um atraso e o voo só saiu de Campinas às 20h30. Minutos depois a família de José perderia o contato com o filho.

O Centro de Coordenação de Salvamento Aeronáutico de Curitiba foi notificado do desaparecimento da aeronave PP-WRS às 4h15 desta quinta quando um helicóptero começou as buscas pelos desaparecidos.

Desde a madrugada dessa quinta, a FAB, a Marinha e os Corpos de Bombeiro do Rio e de São Paulo ajudam nas buscas.

Namorada de copiloto reclama de demora por buscas

A estudante universitária Thayla Ares Viana, de 20 anos, reclamou em suas redes sociais nesta sexta-feira da demora para o início das buscas ao namorado, o copiloto José Porfírio de Brito Júnior, uma das três pessoas que estavam em um avião bimotor que caiu entre Paraty (RJ) e Ubatuba (SP).

Em seu perfil no Instagram, logo no começo da manhã, Thayla publicou que estavam esperando a liberação do condomínio Laranjeiras, em Paraty, para entrarem e poderem iniciar as buscas. Segundo a estudante, ela aguardava no local desde as 5h30 desta sexta-feira, mas as operações não poderiam ocorrer antes de determinado horário. Somente às 7h41 ela publicou que a Defesa Civil estava começando os trabalhos, embora sem os bombeiros.

"Estamos aguardando a liberação do condomínio, para entrarmos, e também temos dois barcos esperando desde 5:30 e NADA de deixarem começarmos as buscas", escreveu. "Como vai ser isso? As buscas não podem acontecer após o sol se pôr e quando o sol raia temos que esperar dar o horário!?", questionou.

Pouco antes, a jovem já havia feito um apelo ao Corpo de Bombeiros para que continuassem as buscas pelo namorado e os outros ocupantes do bimotor. A Força Aéra Brasileira (FAB) informou que as equipes de resgate localizaram, na tarde de ontem, um corpo que pode ser de uma vítima do avião bimotor desaparecido. O corpo foi resgatado e transportado até a Base Aérea de Santa Cruz (BASC).

Por volta das 6h05 de hoje, Thayla atualizou que teriam que esperar até as 8h para o início das buscas. "Em que país isso tem cabimento?", contestou.

Procurado, o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro afirmou que segue deste a noite de quarta-feira no apoio à Aeronáutica, na operação de resgate aos tripulantes da aeronave. A corporação disse ainda que as operações aéreas e marítimas foram reiniciadas na manhã desta sexta-feira às 5h.

"A ação de busca em mar aberto é coordenada pelo Salvaero. Na quinta-feira foram empregadas aeronaves, embarcações e motos aquáticas fazendo varredura em toda região costeira, reforçando as buscas com abrangência na área dos limites do Estado do Rio. As equipes do CBMERJ permaneceram fazendo buscas terrestres, após o pôr do sol pela região costeira de praias", disse em nota.

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