Mãe e padrasto são presos por morte de menino de 10 anos

Cauã Almeida Tavares, de 10 anos, foi encontrado morto dentro de casa, pendurado por uma guia de cachorro dentro do quarto, no dia 17 de março, como mostrou o Fantástico, da TV Globo, exibido neste domingo. Para driblar as investigações e encobrir o crime, a mãe do menino, Suellen da Conceição Almeida, e o padrasto, Allan Ferreira da Silva, teriam simulado uma cena de suicídio. Na tarde deste sábado, ambos foram presos temporariamente pela morte da criança. Os dois negam as acusações.

Veja vídeo: Homens de fuzil trocam tiros no Leblon, na Zona Sul do Rio

No dia da morte de Cauã, estavam em casa apenas Suellen, Allan e o irmão caçula do menino, de três anos. Em depoimento prestado naquele dia, Allan, que não é pai de nenhum dos meninos, disse que tinha ido beber água e, ao olhar para o quarto, viu Cauã pendurado, com os joelhos dobrados, pés encostados no chão, com uma corda no pescoço, e que a corda estava presa na tranca da janela.

Fora da lei: Números de motos sem placa nas ruas e infrações no trânsito crescem no Rio

Durante a investigação da polícia, a mãe e o padrasto contaram a mesma história, de que o garoto teria se enforcado com a guia do cachorro da família. Mas a guia nunca foi encontrada pelos investigadores. Semanas depois, o casal mudou de casa.

O padrasto disse que a criança ainda estava viva e que eles tentaram socorrer a criança. No entanto, um movimento chamou atenção da polícia. Eles moravam numa casa em Marambaia, em Itaboraí, Região Metropolitana do Rio, que tem uma unidade de emergência distante menos de três quilômetros da casa, a UPA de Manilha. O trajeto de carro levaria dez minutos. Mas Allan acabou dirigindo até o município vizinho para levar o menino para uma UPA em São Gonçalo, um trajeto mais longo.

Caso Henry: em parecer hospital reafirma que menino já chegou morto a unidade de saúde

Além disso, o laudo da polícia e a reprodução simulada revelaram que a morte da criança não foi por enforcamento. A necrópsia feita no menino identificou lesões no pescoço, na nuca e na região cervical. De acordo com a polícia, as marcas encontradas no pescoço não condizem com enforcamento, mas sim com de esganadura provocada pelos dedos das mãos, o que comprovaria que não houve suicídio.

Na reprodução simulada, de acordo com a polícia, o casal, que está junto há três anos, também caiu em contradição quando os investigadores perguntaram onde a criança tinha sido encontrada. Cada um apontou um lugar diferente.

Testemunhas contaram para a polícia que Cauã era vítima de agressões dentro de casa. A avó do menino disse que soube por uma professora que Cauã andava reclamando de cansaço por ter que realizar tarefas domésticas em casa, como lavar louça e passar roupa, enquanto a mãe dormia.

A investigação continua para saber o que aconteceu no dia da morte de Cauã e determinar a conduta dos envolvidos na cena do crime.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos