Mãe espera que exumação de corpo da filha ajude na busca por neta desaparecida

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A Polícia Civil vai exumar o corpo da manicure Thaysa Campos dos Santos, de 23 anos. Grávida de oito meses, ela foi morta em setembro do ano passado, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, mas o bebê que esperava não foi encontrado em seu ventre no exame cadavérico feito no Instituto Médico-Legal (IML). Mãe da manicure, a psicopedagoga Jaqueline Campos enxerga na exumação a esperança de saber como sua filha morreu e o que aconteceu com o bebê que ela esperava. Segundo Jaqueline, Thaysa iria dar o nome de Isabella para criança que nasceria em outubro:

— A policia está correndo atrás e se Deus quiser teremos uma resposta para saber o que aconteceu. Quero saber como minha filha morreu e o que aconteceu com a neném.

A exumação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Rio e está prevista para ocorrer na semana que vem, provavelmente entre os dias 5 e 6.

A Delegacia de Homicídios da Capital disse estar em busca de novas provas que ajudem a resolver o mistério em torno da causa e da autoria do assassinato de Thaysa e ainda o que ocorreu com o bebê que ela esperava. Por conta do avançado estado de decomposição do corpo, encontrado dia 10 de setembro, uma semana após ela desaparecer no dia 3, o laudo do IML não conseguiu apontar como a vítima foi assassinada. O advogado Zoser Hardman, que foi contratado pela família da vítima para acompanhar o caso, disse que a exumação pode ajudar a resolver o crime. Nelson Massini, professor de medicina legal da Uerj, que no início de julho analisou o laudo cadavérico a pedido do EXTRA, confirmou que a exumação após 11 meses do assassinato é uma tentativa válida de avançar de alguma forma na investigação. Segundo Massini, mesmo após tanto tempo é possível encontrar no corpo uma pista que possa ajudar a polícia descobrir como a grávida foi morta.

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