Mãe do ex-espião russo envenenado na Inglaterra em 2018 morre de Covid-19 aos 92 anos sem ter reencontrado filho

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A mãe do ex-espião russo que foi envenenado em 2018 na Inglaterra morreu aos 92 anos em decorrência da Covid-19, segundo informações da sobrinha de Sergei Skripal. A idosa não conseguiu se reencontrar com o filho após o episódio que o levou ao hospital, junto com a filha Yulia. Ambos tinham sido afetados por Novichok, um agente nervoso desenvolvido pelos militares soviéticos nas décadas de 1970 e 1980, num caso que o Reino Unido identificou dois russos supostamente apoiados por Vladimir Putin como autores do ataque em Salisbury, no condado de Wiltshire. A Rússia negou envolvimento.

Mãe de Sergei, Elena Skripal não via seu filho desde que ele deixou seu país natal em 2010. Ela foi internada em um hospital na cidade de Yaroslavl no último dia 30 e morreu nesta quinta-feira, dia 7.

A sobrinha do ex-espião, Viktoria Skripal, de 48 anos, era responsável por cuidar da idosa e foi quem confirmou sua morte. Ela também contraiu Covid-19.

Sergei Skripal foi um agente que espionou secretamente para o serviço secreto de inteligência britânico, enquanto trabalhava para o departamento central de inteligência russo. Ele não viu mais sua mãe desde que foi libertado de uma prisão russa e enviado a Inglaterra em um acordo de 2010. Elena desejava se reencontrar com o filho.

"Eu só quero ver e segurar meu filho mais uma vez. Eu quero abraçar ele. Sinto muita falta dele. Meu filho mais velho está morto. Sergei é o único filho que me resta e eu o amo", dissera ela após o envenenamento.

Segundo Viktoria, Yulia contou que Sergei vivia com cuidados médicos constantes em casa desde o ataque de 2018, tendo precisado fazer uma traqueostomia. A própria saúde de Yulia não teria ficado cem porcento, pois ela relata um problema em focalizar seus olhos.