Mãe de Henry trocou duas vezes de roupa antes de escolher o que iria vestir no depoimento à polícia

Paolla Serra
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Fotos resgatadas em seu aparelho celular mostram que a professora experimentou um macacão preto, posou em frente ao espelho, e depois, depois de consultar um advogado, decidiu ir com um conjunto social branco
Fotos resgatadas em seu aparelho celular mostram que a professora experimentou um macacão preto, posou em frente ao espelho, e depois, depois de consultar um advogado, decidiu ir com um conjunto social branco
  • Mãe de Henry estudou qual roupa usaria antes de depor à Polícia

  • Ela e o namorado, Dr. Jairinho, foram presos e responderão por homicídio duplamente qualificado e tortura

  • Defesa do casal alega que morte de garoto de 4 anos foi acidental

Horas antes de chegar a 16ª DP (Barra da Tijuca), no último dia 17, Monique Medeiros da Costa e Silva trocou ao menos duas vezes de roupa até definir a combinação que usaria para prestar depoimento no inquérito que apura a morte do filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos. Fotos resgatadas em seu aparelho celular, apreendido há duas semanas, mostram que a professora experimentou um macacão preto, posou em frente ao espelho, e depois, depois de consultar um advogado, decidiu ir com um conjunto social branco.

Monique e o vereador Dr. Jairinho (Solidariedade), de 43, foram presos nesta quinta-feira. Eles vão responder pelas acusações de homicídio duplamente qualificado e tortura. O casal, que estava em uma casa em Bangu, na Zona Oeste da cidade, foi conduzido até a delegacia da Barra, pela manhã. Por volta das 13h, eles saíram do local escoltados e entraram em duas viaturas da Polícia Civil, que os levaram para o Instituto Médico-Legal (IML), no Centro.

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Pessoas que acompanhavam a cena xingaram os suspeitos e os chamaram de "assassinos". Um homem mais exaltado chegou a furar o bloqueio da polícia e deu um tapa no vereador.

Casal sustenta versão que é contrariada por necropsia

Para a Polícia Civil, a defesa dos suspeitos afirma que a morte de Henry foi acidental
Para a Polícia Civil, a defesa dos suspeitos afirma que a morte de Henry foi acidental

Durante a passagem do casal pela delegacia, que durou mais de 5 horas e 30 minutos, os suspeitos foram ouvidos novamente pela polícia. Os investigadores queriam saber se ambos explicariam a verdadeira dinâmica do que aconteceu na noite de 8 de março. Ao longo da investigação, o vereador e a sua namorada alegaram que se depararam com Henry morto em seu quarto na madrugada daquele dia. Os laudos da necropsia apontaram, contudo, que o corpo do menino tinha lesões incompatíveis com um acidente doméstico.

Para a Polícia Civil, a defesa dos suspeitos reafirmou, no entanto, a versão de que a morte de Henry foi acidental. O advogado do casal, André França, disse que tomará todas as medidas cabíveis para recorrer das prisões.