Mãe de jovem morta supostamente por envenenamento compartilha lembranças: 'Mergulho numa emoção diferente'

Álbuns de foto com capas de princesas e personagens de desenho guardam as lembranças dos momentos em que Jane Carvalho Cabral viveu ao lado da filha, Fernanda Cabral, 22 anos, que morreu em março. A jovem não resistiu após dias passando mal ao visitar a casa do pai, Adeílson Cabral, que morava com a mulher, Cíntia Mariano Dias Cabral, presa por suspeita de envenenamento contra o irmão de Fernanda, Bruno, de 16 anos. Em vídeos publicados hoje em seu perfil numa rede social, Jane mostra fotos de momentos ao lado da filha em diferentes fases da vida, como o clique logo após o nascimento da filha, a primeira, e um convite para uma festa de aniversário. À Cintia, a mãe da jovem disse que a mulher é uma assassina e que deveria ter como pena a prisão perpétua.

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"Hoje eu me permiti viver as lembranças desde quando a Fernanda nasceu", diz, emocionada, Jane mostrando fotos e objetos da filha. Ela continua, e fala brevemente sobre a perda da filha enquanto mostra álbuns de fotografias tiradas durante as festas de aniversário, feitas, em sua maioria, com tema de princesas: "A dor emocional é um estrago, é um luta diária que você tem que vender todos os dias, todos os dias".

Mostrando um convite para a festa de aniversário feito como uma capa de revista, Jane questiona:

"Eu olho para esse convite e como, um dia, eu ia imaginar que a minha filha ia estar em todos os jornais por esse triste desfecho? Me explica. Que loucura é a vida, né?"

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De frente para a câmera, Jane falou da saudade que sente de Fernanda. Segundo o inquérito da 33ª DP (Realengo), a jovem deu entrada no Hospital Municipal Albert Schweitzer em 15 de março e morreu 12 dias depois. Ela foi hospitalizada após passar mal na casa em que o pai. Fernanda caiu no chão do banheiro, e ficou encharcada de suor, com dificuldade para respirar, a língua enrolada e a boca tomada por espuma.

Sem diagnóstico, a estudante não respondeu ao tratamento e morreu na unidade de saúde. Em seu atestado de óbito consta que ela foi vítima de falência múltipla dos órgãos em decorrência de causas naturais. Sem indício de crime, o corpo dela não foi submetido a necropsia. O corpo dela foi exumado para perícia.

"Cada álbum é um mergulho numa emoção diferente. Sempre muita alegria, desde o nascimento dela, minha vida sempre foi assim, maravilhosa na companhia dela. Ela era minha bonequinha. Eu sempre falei, eu realizava o meu sonha realizando o dela", diz Jane.

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O irmão de Fernanda, o também estudante Bruno Carvalho Cabral, de 16 anos, passou mal em circunstâncias semelhantes, em 15 de maio, também na casa da família. Durante o almoço, ele reclamou que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. Cíntia então levou o prato de volta para a cozinha e colocou mais comida.

Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, Jane Carvalho Cabral, que então ligou para o ex-marido contando dos sintomas apresentados pelo filho. Levado também ao Albert Schweitzer, o jovem foi submetido a uma lavagem gástrica e teve a intoxicação exógena diagnosticada pela equipe médica.

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A madrasta foi presa temporariamente por tentativa de homicídio contra Bruno. Em outro trecho publicado nesta terça-feira, Jane chamou Cintia de assassina e desejou que a mulher fique em prisão perpétua.

"A gente era amor. Como pode vir um ser do mal? Essa mulher, Cintia Mariano, é uma assassina. Eu quero que ela tenha, gente, prisão perpétua", disse em outro trecho, com o escrito "Cintia Mariano ASSASSINA" no alto do vídeo.

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