Mãe de Marília Mendonça diz que neto ainda não sabe da morte da cantora: 'Acha que ela foi trabalhar'

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Muito abalada com a morte da filha, Ruth Moreira falou ao “Fantástico” em sua casa, em Goiânia, ao lado do filho João Gustavo. Na entrevista concedida a Renata Ceribelli, que foi ao ar na noite de ontem, ela contou que o pequeno Leo, filho de Marília Mendonça com o cantor sertanejo Murilo Huff, continua procurando pela mãe no quarto dela. Segundo a avó, que mora com o menino de 1 ano na casa da família, ele ainda não sabe sobre o acidente aéreo que matou a cantora e mais quatro pessoas, no último dia 5 de novembro.

— Para Leo, a mãe foi trabalhar, como a gente sempre falou para ele: “a mãe está trabalhando” — contou Ruth. — Quando ele olha para a porta do quarto dela fechada, ele fala “mamãe”. Ele quer ir lá, quer bater, quer entrar. Vamos contar (sobre o acidente e a morte) devagarinho.

A família decidiu que, por enquanto, Leo continuará vivendo na mesma casa em que morava com a mãe e a avó antes do acidente, em guarda compartilhada com Murilo Huff. A família pretende explicar a ele aos poucos o que aconteceu com a mãe.

— A gente já pensou em várias várias formas, né? — disse João Gustavo, irmão de Marília. — A gente vai falar da estrelinha, falar da rainha. Contar que a mãe dele foi a rainha do Brasil.

Ruth está fazendo o possível para que o menino não seja afetado pela dor da família. Pouco mais de uma semana após a tragédia, ela tem evitado demonstrar o luto diante do neto.

— Nos primeiros dias eu corria lá para cima e chorava, chorava — disse Ruth. — Urrava, sabe? Gritava por dentro. E aí lavava o rosto e ia brincar e cantar com ele (Leo) as musiquinhas dele, cair no chão, jogar bola. Ele morre de rir. Quando começo a ficar triste, eu penso: “Agora é a hora de brincar com ele, de correr, passear, jogar bola”. E acaba que vai passando.

O último contato presencial de Ruth com Marília aconteceu no dia do acidente, antes de a filha pegar o avião que a levaria para Caratinga, interior de Minas Gerais.

— Eu sempre a beijava e falava “eu te amo” — contou. — Porque eu tenho mania de falar eu te amo para os meus filhos todos os dias. Porque pode ser a última... Pode ser o último eu te amo.

Quando o avião já estava próximo de pousar, Ruth se comunicou por celular com o irmão, Abicelí Silveira Dias Filho, que era assessor de Marília e também estava no voo. Ela sempre pedia para que ele e a filha ligassem ao fim das viagens aéreas.

— Eram 15h15. Eu falei brincando: “Vocês chegaram e ninguém me avisou nada, né?”. Ele falou de dentro do avião: “Nós estamos pousando.” Aí eu subi, fiquei tranquila. Acho que depois que subi o acidente aconteceu. E mãe começa a pressentir, né? Aí eu já comecei a passar mal, antes de a notícia chegar.

Logo após o acidente, uma ambulância foi enviada à casa da família.

— Eu não sabia o que eu fazia, sabe? — contou Ruth, que desmaiou ao saber da notícia. — Não sabia. Eu perdi todo o sentido.

No domingo passado, o “Fantástico” mostrou os objetos pessoais de Marília sendo retirados do avião. Entre eles, estava uma espécie de agenda, que foi entregue à família. Ruth ainda não abriu o caderno, mas acredita que deve ter músicas inéditas nele.

— A vida dela está mais ou menos aqui dentro desse caderno — disse. — A gente nunca mexeu.

Ao fim da entrevista, Ruth mandou uma mensagem para os fãs da cantora:

— Quero agradecer o carinho de todos. Porque estamos fortes por causa das orações de vocês. E a gente não vai deixar a Marília morrer, não.

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