Mãe de menina que teve a perna amputada em acidente com carro alegórico passa mal e desmaia no hospital

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Marcela Portelinha, mãe da menina Raquel Antunes da Silva, de 11 anos, passou mal ao chegar ao hospital municipal Souza Aguiar, por volta das 17h desta quinta-feira, dia 21. A menina teve a perna amputada após acidente com um carro alegórico da escola Em Cima da Hora, na noite de quarta-feira, a primeira dos desfiles das escolas de samba em 2022 na Marquês de Sapucaí.

Marcela, mãe de Raquel está grávida de três meses e teve que ser atendida de emergência pela equipe do hospital após o mal súbito. Pouco antes, ela afirmou que a escola não prestou nenhuma ajuda à família até agora, tampouco a Liga das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Lierj) e a Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa).

— Ninguém da liga nem da escola veio me ajudar até agora, não ofereceram nenhum recurso. Estou desde ontem sem dormir e ninguém da escola veio me perguntar nada até agora — disse Marcela.

A madrinha de Raquel, também foi ao hospital na tarde de hoje. Brenda Santos, de 24 anos, afirmou que a mãe da menina está muito abalada e pede justiça. Ela também reclamou da ausência de representantes da escola no hospital para prestar apoio.

Raquel tem outros três irmãos, além do bebê que Marcela espera.

O acidente aconteceu por volta das 23h, na hora da dispersão do carro alegórico da Em Cima da Hora, a primeira escola a desfilar, já fora do Sambódromo. Os desfiles da Série Ouro, antigo Grupo de Acesso, foram interrompidos.

Segundo uma amiga da mãe da menina, Daiane da Costa, de 25 anos, Raquel tinha sentado no carro, que estava parado, para tirar uma foto quando ficou imprensada entre a alegoria e um poste da Rua Frei Caneca, no Estácio.

— A gente estava na pracinha na Rua Frei Caneca. Compramos lanches, e ela ficou brincando com uns coleguinhas. As crianças foram andando no sentido do carro alegórico, e ela sentou para tirar uma foto. Não viram que ela estava sentada e empurraram o carro de frente pra trás, o que imprensou a perna dela no poste. Raquel ficou presa, e, quando puxaram a alegoria, ela caiu — conta Daiane.

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