Mãe do primeiro bebê do ano deseja para filho um mundo com vacina e sem pandemia

Geraldo Ribeiro
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Divulgação SMS

RIO - O pequeno Murilo, que nasceu aos cinco segundos desta sexta-feira no Hospital Municipal Pedro II, em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio, é mais do que um presente divino para os pais Carolaine Aguiar Barros, de 23 anos, e Walter Dantas, de 25. Ele representa também a esperança de um mundo melhor, com a vacina contra a Covid-19 e sem pandemia.

É o que sonha a mãe para o primeiro carioquinha de 2021 gerado em plena era do coronavírus e que veio ao mundo sem que ainda haja uma definição sobre quando vai chegar a imunização para uma população. Até esta sexta-feira, a Covid-19 já havia ceifado a vida de cerca de 195 mil brasileiros.

— O ano que passou foi muito difícil para todas as famílias e não só para a minha. Meu filho é a esperança de um mundo melhor, com a vacina (contra a Covid-19), sem pandemia e com hospitais menos cheios — previu Carolaine, que até esta tarde ainda aguardava alta do hospital.

O medo de uma contaminação, que pudesse inclusive prejudicar sua gestação descoberta em meados do ano, com cerca de quatro meses de atraso, levou Carolaine a deixar a casa em que mora com o marido em Paciência e se isolar, com Miguel, filho de uma relação anterior, na residência dos pais em Antares.

— Foi um período difícil, porque ele trabalha e tem que pegar condução e tivemos de nos afastar. Fiquei com medo de pegar, pois meu pai já tinha pegado (no começo da pandemia e antes da gravidez da filha). Por conta disso fiquei muito isolada. Com medo de me prejudicar e ao bebezinho dentro de mim fui para casa da minha mãe e ele para a da dele (ambas em Antares, mas distantes uma da outra).

O pai de Carolaine quando se contaminou foi também para a casa da mãe dele até se recuperar, para não prejudicar a esposa, que tem problemas de hipertensãoe diabetes, além de ser cardíaca. Felizmente esse foi o único caso na família e terminou bem. Quando receber alta Carolaine vai voltar para a casa da mãe com o bebê. Mas, agora o motivo é outro:

— Vou continuar na casa da minha mãe porque não posso subir escada, por causa da cesariana — explicou.

Mas, se durante a gestação o casal teve de ficar separado, para segurança da mãe e do bebê, na hora do nascimento, Walter, que é pai de primeira viagem fez questão de estar ao lado da mulher e do filho o tempo todo. Ele assistiu o parto.

— Ele fez questão de acompanhar tudinho, do início ao fim — contou a mulher, acrescentando que nesta sexta-feira o marido só deixou o horspital na hora de ir para o trabalho.

Carolaine disse que não esperava que o filho nascesse tão perto da virada do ano e acredita que isso tenha sido um sinal de Deus, de que dias melhores virão. Ela contou que os médicos optaram pela cesariana porque estava com dificuldade de dilatação.

Murilo nasceu pesando 3,405 kg e medindo 50 cm. O parto foi realizado pela equipe composta pelos obstetras Leonel e Lívia, as enfermeiras Fernanda e Etiene e acompanhado pela pediatra Amanda.

Coincidentemente, a mãe do primeiro bebê nascido numa unidade da rede estadual de saúde tem o mesmo nome, com uma pequena diferença na grafia. Carolayne Aparecida Baquerizas Labradas teve Kauany, no Hospital Estadual da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, aos três minutos de 2021. A menina nasceu de parto normal pesando 2.840kg e medindo 50 cm.