Mães de meninos desaparecidos na Baixada cobram avanço nas investigações

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Mães dos três meninos desaparecidos em dezembro, em Belford Roxo, acompanhadas da avó de dois deles, estão reunidas nesta quinta-feira com o delegado Uriel Alcântara, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF). Juntas com representantes da Defensoria Pública e da Alerj, elas vão tentar saber como estão as investigações sobre o sumiço de Lucas da Silva, de 9 anos, Alexandre da Silva, de 11 e Fernando Henrique, da mesma idade.

Ao chegar à DHBF, Silvia Regina da Silva, avó de Alexandre e Lucas, cobrou uma solução para o caso.

— Espero uma resposta certa. Preciso saber o que foi feito dos meus netos. Preciso dos meus netos. Quero uma resposta, quero a verdade. A Polícia sempre fala que está investigando, que a investigação não parou. Mas, ainda não sabemos de nada — desabafou Silvia, ao lado das filhas Camila Paes da Silva e Jana Jéssica, mães de Lucas e Alexandre; e da amiga Tatiana da Conceição Ribeiro, mãe de Fernando Henrique.

Na entrada da especializada, Gisele Kepe, defensora pública do núcleo de direitos humanos, disse que tentará saber se existem outras linhas de investigação, além da que aponta a possibilidade de participação de traficantes do Complexo do Castelar no triplo desaparecimento.

— Essa linha de investigação era a principal até o mês passado. É possível, mas não temos conhecimento que seja isso. As linhas de investigação aparecem principalmente através de denúncias. Queremos saber se há uma linha mais apropriada — disse a defensora.

O triplo desaparecimento já dura mais de seis meses. Os três garotos foram vistos pela última vez , no dia 27 de dezembro. Eles deixaram o Complexo do Castelar para ir à feira do Bairro Areia Branca. Imagens de câmeras de segurança, que foram periciadas em um laboratório do Ministério Público, mostram as três crianças a caminho do local, passando por uma rua do bairro.

Segundo duas testemunhas ouvidas pela polícia, os garotos também foram vistos na feira, entrando e saindo de uma loja. No último domingo, as três mães e a avó partiiparam de um culto em uma igreja evangélica onde fizeram orações pedindo que os meninos sejam encontrados.

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