Média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil fica acima de 2 mil pelo segundo dia seguido

Evelin Azevedo
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RIO — Pelo segundo dia consecutivo, a média móvel de mortes por Covid-19 no Brasil ficou acima de 2 mil. Isto significa que, na última semana, 2.096 pessoas morreram em média diariamente no país por causa do coronavírus. O cálculo está 47% maior do que o registrado duas semanas atrás. É o 20º dia consecutivo que a média móvel de mortes bate recorde.

Nesta quinta-feira, o país contabilizou 2.659 óbitos, elevando para 287.795 o total de vidas perdidas.

Desde 20h de quarta-feira, 87.169 novos casos foram notificados pelas secretarias de saúde, totalizando 11.787.600 infectados pelo Sars-CoV-2. A média móvel foi de 71.904 diagnósticos positivos, 22% maior do que o cálculo de 14 dias atrás.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda dos casos ou das mortes. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Pode faltar oxigênio

Após a crise da falta de oxigênio em Manaus, que levou os hospitais da cidade a uma situação de colapso, outros estados e municípios já temem pela falta do insumo. Os governos de Minas Gerais e Acre já solicitaram ajuda ao Ministério da Saúde para evitar um quadro de escassez de cilindros do gás em seus hospitais. Já em Rondônia, foi o Ministério Público Federal (MPF) que alertou o Executivo sobre um possível problema de desabastecimento no estado. Dezenas de municípios também estão sob risco de desabastecimento.

O diretor de Logística do Ministério da Saúde, general Ridauto Fernandes, afirmou em audiência da comissão temporária da Covid-19 no Senado, nesta quinta-feira, que pode haver "falta perigosa" de oxigênio nos pequenos hospitais, sobretudo do interior, "em poucos dias".

A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) enviou um ofício ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ao Ministério da Saúde, nesta quinta-feira, pedindo "providências imediatas" do governo federal para suprir as faltas de oxigênio e medicamentos para sedação de pacientes com Covid-19 intubados que estão sendo registradas em municípios de todo o país.