Média móvel de mortes por Covid-19 passa de 700 pelo terceiro dia seguido no Brasil, informa boletim

Bruno Alfano
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RIO - O Brasil registrou 15.957 casos e 301 mortes de Covid-19 no segundo dia de 2021. Com isso, são 7.714.819 infectados e 195.742 vidas perdidas desde o início da pandemia, segundo boletim do consórcio de imprensa.

A iniciativa é formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo e reúne informações divulgadas pelas secretarias estaduais de Saúde reunidas em boletim divulgado às 20h.

A média móvel de óbitos, também medida pelo levantamento, foi de 704, uma queda de 8% em relação a 14 dias atrás. A média móvel de casos, por sua vez, ficou em 35.743, uma redução de 25% comparada ao mesmo período.

A "média móvel de 7 dias" faz uma média entre o número de mortes do dia e dos seis anteriores. Ela é comparada com média de duas semanas atrás para indicar se há tendência de alta, estabilidade ou queda. O cálculo é um recurso estatístico para conseguir enxergar a tendência dos dados abafando o "ruído" causado pelos finais de semana, quando a notificação de mortes se reduz por escassez de funcionários em plantão.

Ciência focada em Covid-19

O ano de 2020 termina com mais de 250 mil trabalhos científicos publicados sobre a Covid-19, totalizando 4,4% da produção científica mundial de acordo com o banco de dados Dimensions, especializado em métricas acadêmicas. A parcela da comunidade científica mobilizada para trabalhar em uma única doença não tem precedentes na história recente.

O diferencial da Covid-19, claro, é que a epidemia varreu o mundo inteiro — incluindo os dois países que mais produzem ciência no planeta: China e Estados Unidos.

A parcela de 4,4% se torna mais impressionante quando, de acordo com a mesma base de dados, compara-se os trabalhos sobre Covid-19 com os de duas grandes epidemias recentes. O surto de Ebola na África, concentrado em 2014 e 2015, e a epidemia de Zika na América Latina em 2016 e 2017 não chegaram a representar mais que 0,2% da produção científica da época.

Reino Unido poderá misturar vacinas contra Covid-19

O Reino Unido permitirá que as pessoas tomem doses de diferentes vacinas contra Covid-19 em raras ocasiões, apesar da falta de evidências sobre a extensão da imunidade oferecida pela mistura de doses.

Em contraste com outras estratégias globais, o governo britânico disse que as pessoas poderiam receber uma combinação de duas vacinas contra Covid-19, por exemplo, se a segunda dose, por exemplo, estivesse em falta, de acordo com diretrizes publicadas na véspera de Ano Novo.

“(Se) a mesma vacina não estiver disponível, ou se o primeiro produto recebido for desconhecido, é razoável oferecer uma dose da vacina disponível localmente para completar o cronograma”, diz o documento.

Mary Ramsay, chefe de imunizações da Public Health England, disse que isso só aconteceria em ocasiões extremamente raras e que o governo não estava recomendando a mistura de vacinas, que requerem pelo menos duas doses administradas com várias semanas de intervalo.

“Todo esforço deve ser feito para dar a eles a mesma vacina, mas quando isso não for possível, é melhor dar uma segunda dose de outra vacina do que não dar”, disse ela.