Médicos fazem teleorientação gratuita em São Paulo para sanar dúvidas da Covid-19

ANA BOTTALLO

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Uma ação social chamada de Telecorona solidário com médicos do Hospital Sírio-Libanês e do grupo de laboratórios Fleury foi criada para esclarecer dúvidas de moradores de comunidades paulistanas.

O programa teve início nesta segunda-feira (27) e vai conectar médicos à população dos bairros Bela Vista, Consolação e República.

A expectativa é de duração enquanto ocorrer a pandemia e, em uma segunda fase, expandir para outras regiões da capital.

Através da plataforma digital do programa, moradores agendam um dia e horário para ter a consulta com os médicos, que dura em média 15 minutos.

As dúvidas, em geral relacionadas à proteção, transmissão e sintomas da doença transmitida pelo novo coronavírus, são esclarecidas por um médico voluntário do hospital, seguindo recomendações de especialistas e órgãos de saúde oficiais.

"Nosso grande objetivo é levar o conhecimento e atenção dos profissionais à população através do uso da tecnologia, evitando assim a superlotação das unidades básicas de saúde", explica Eduardo Marques, diretor executivo de Pessoas e Sustentabilidade do Grupo Fleury.

Uma outra vantagem, segundo Marques, é que através do atendimento, que pode ser feito pelo celular, uma família inteira pode sanar suas dúvidas e receber orientação médica.

"Muitas das dúvidas serão relacionadas a como proceder se uma pessoa da família desenvolver os sintomas, então com a teleorientação evitamos que alguém que não está com a doença seja contaminado indo ao posto médico", completa.

O projeto inicial irá atender moradores das comunidades da Bela Vista, Consolação e República que já eram assistidos pelo projeto de promoção da saúde "Abrace Seu Bairro", criado em 2001 pela Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês.

Por volta de mil famílias serão atendidas nessa primeira fase, e o agendamento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h às 20h, de acordo com o horário disponível.

A escolha das demais comunidades da cidade que receberão o atendimento na segunda fase do projeto será feita a partir de um mapeamento dos bairros que são assistidos pelo Hospital Sírio-Libanês em outras ações sociais.