Médicos residentes do Hospital São Paulo denunciam falta de remédios e anunciam greve

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Em protesto contra falta de remédios e equipamentos, médicos residentes do Hospital São Paulo anunciam que entrarão em greve nesta terça-feira (9). O Hospital São Paulo, que atende pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde), é ligado à Unifesp e tem sua parte operacional gerida pela SPDM (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina). A unidade vive há alguns anos uma crise financeira e, segundo profissionais, a situação piorou desde o ano passado. De acordo com os médicos, há uma crise de abastecimento no hospital, onde faltam de antibióticos a luvas. A reportagem teve acesso a uma lista de quase 80 itens que, segundo os profissionais, estavam faltando no hospital nesta segunda. No material, entre os itens, estavam álcool, anestésicos e quimioterápicos. Há ainda gaze, seringas e aventais. Os profissionais afirmam ainda que, devido aos problemas, pacientes em situação mais grave estão sendo encaminhados a outros hospitais. O grupo grevista afirma que devem aderir ao grupo cerca de 100 residentes da área de clínica médica, mas outros grupos podem engrossar o movimento chegando a 300 profissionais. Às 10h, haverá um ato em frente ao hospital, que fica na Vila Clementino, na zona sul da capital paulista. Apesar da greve, o atendimento não será totalmente interrompido, mas haverá diminuição do atendimento, como se fosse uma escala de feriado. Pelas regras do Conselho Federal de Medicina, os profissionais têm que manter 30% da equipe nos setores essenciais, dizem os médicos O Hospital São Paulo vem vivendo uma crise financeira nos últimos anos. Em 2017, o governo federal decidiu suspender o repasse da verba do Programa Nacional de Reestruturaçãoo dos Hospitais Universitários Federais, o que agravou a situação da unidade. Naquele mesmo ano, o hospital já apresentava problemas em relação a insumos hospitalares. Questionada sobre o assunto, a Unifesp afirmou que é responsável pela parte acadêmica do hospital. Já a parte operacional é de responsabilidade da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina. A reportagem procurou a entidade, que não respondeu até a publicação desta reportagem. Assim que o posicionamento for enviado, será incluído no texto.