México aposta em mundo mais inclusivo na Bienal de Arquitetura de Veneza

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O México decidiu apostar nesse ano por um mundo mais inclusivo na 17ª edição da Bienal de Arquitetura de Veneza que foi inaugurada neste sábado (22), com uma impactante instalação visual e sensorial.

Dedicada aos "Deslocamentos", o pavilhão do México nos espaços do Arsenal, de 45 metros quadrados, convida a percorrer às escuras, em solidão, caminhos desconhecidos criados com 5 mil fios condutores durante os quais vozes, chuva, insetos são ouvidos e imagens são vislumbradas.

"Queríamos um pavilhão que fosse experiencial, algo que não entra apenas pelos olhos, e sim que também entra com todos os sentidos e com o movimento do corpo. Quando um se move através desses muros há as sensações", explicou à AFP, a comissária Elena Tudela.

México escolheu uma reflexão sobre as barreiras físicas, como o muro que separa boa parte de seu território dos Estados Unidos.

O tema dos refugiados, dos conflitos, das desigualdades, mas também da convivência e o diálogo, rondam a Bienal, em que participam 112 arquitetos e estúdios de 46 países e 63 pavilhões nacionais.

- Pavilhões vazios, diálogos QR -

Os muros, ou bem mais sua ausência, surpreendem nos pavilhões vazios.

Pela primeira vez na história do evento internacional, espaços históricos, como os da Alemanha e Austrália, estão vazios. O da China não pode ser montado por problemas logísticos devido a pandemia.

As cinco salas do pavilhão da Alemanha, na zona de Jardines, oferecem um código QR para responder a perguntas feitas pelo comissário da Bienal, o arquiteto libanês, Hashim Sarkis, sobre os modelos de convivência para o futuro.

O interâmbio de ideias, os encontros, serão digitalizados, dominados pela inteligência artificial, que os alemães datam em nada menos que em 2038 com uma divertida e irônica apresentação virtual.

- A colonização do espaço -

O mundo no futuro é também a vida fora do planeta terra e a evolução da tecnologia.

No Arsenal veneziano são exibidos desde as três primeiras luvas usadas por astronautas até a maquete do possível primeiro assentamento humano na Lua realizada pelo prestigioso estúdio de arquitetura SOM (Skidmore, Owings y Merril).

"Temos a ambição de realizar estes módulos espaciais concretamente em poucos anos", explicou o arquiteto Carlo Damiani à AFP, ao ilustrar o projeto desenvolvido em colaboração com a Agência Espacial Europeia (ESA) e o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT).

Se o futuro é a colonização do espaço, para outros está dominado pela "incerteza", esse é o título do pavilhão espanhol, um dos mais complexos.

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