México pedirá ao G20 ações contra a suspensão de perfis de Trump nas redes sociais

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(ARQUIVOS) Neste arquivo de fotos tirado em 15 de dezembro de 2020 e divulgado pela assessoria de imprensa da Presidência do México, o presidente mexicano Andres Manuel Lopez Obrador fala durante uma entrevista coletiva na Cidade do México. O líder do país latino-americano afirmou que está em contato com outros líderes do mundo inteiro para discutir soluções as sanções que o presidente norte-americano, Donald Trump, sofreu em diversas redes socias após ter incitado manifestantes no incidente do Capitólio na semana passada.

O México anunciou que está em contato com os países do G20 e outras nações para trabalhar em uma proposta conjunta contra a censura exercida por empresas privadas, após a suspensão das redes sociais do presidente norte-americano, Donald Trump.

"Adianto que a primeira reunião que tivermos do G20 vou pleitear sobre esse tema", disse nesta quinta-feira (14) o presidente Andrés Manuel López Obrador, que desde a semana passada tem se manifestando contra a censura nas redes sociais.

As críticas de López Obrador vieram depois que o Facebook e o Twitter decidiram suspender as contas de Trump por considerarem que as mensagens do presidente norte-americano faziam apologia à violência e provocaram a invasão por um grupo de apoiadores ao Capitólio dos Estados Unidos.

O líder mexicano concorda que não se deve incitar a violência, mas que isso "não pode ser motivo para suspender a liberdade de expressão".

O chanceler, Marcelo Ebrard, informou, por sua parte, que o governo mexicano já estabeleceu contato com os países "que pensam igual".

“Notadamente a chanceler alemã, o governo francês, a comissária da União Europeia, vários países do mundo, também na África, na América Latina, no sudeste asiático”, explicou.

"A instrução que temos do senhor presidente é estabelecer contato com todas e todos, compartilhar esta preocupação e trabalhar para poder fazer uma proposta em conjunto", garantiu Ebrard.

Insistiu que não é admissível que uma pessoa ou grupo de pessoas passe por cima dos Estados nacionais.

"Isso seria como admitir que há um governo supranacional que determina quais são as liberdades dos cidadãos (...) não concordamos", disse o chanceler.

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