México recebe 200 mil doses de vacinas do laboratório chinês Sinovac

·2 minuto de leitura
Um médico voluntário examina uma mulher infectada com covid-19 em sua casa em Juanacatlan, estado de Jalisco, México, em 18 de fevereiro de 2021

O México recebeu neste sábado(20) um carregamento de 200 mil vacinas contra a covid-19 fabricadas pelo laboratório chinês Sinovac, a primeira parte de um total de 10 milhões de doses que chegarão ao país até maio, informou o governo.

Esta é a quarta vacina a chegar ao México após a entrega anterior dos imunizantes desenvolvidos pela aliança americana-alemã Pfizer-BioNTech, da anglo-sueca AstraZeneca e da chinesa CanSino.

“Podemos dizer que somos o único país que tem duas vacinas da China em seu território”, disse a subsecretária de Relações Exteriores, Martha Delgado, após receber o carregamento de Sinovac, vindo de Pequim, no aeroporto da Cidade do México.

A previsão é que outras 800 mil doses cheguem no dia 28 de fevereiro e que as 9 milhões restantes cheguem ao ritmo de três milhões por mês em março, abril e maio, informou o Ministério da Saúde.

Enquanto isso, um primeiro lote de 200.000 doses da vacina russa Sputnik V chegará ao México na próxima segunda-feira, acrescentou a agência.

De 23 de dezembro até hoje, o México recebeu nove remessas com 2,32 milhões de vacinas e três remessas com 9 milhões de doses para serem envasadas em laboratórios locais.

Até sexta-feira, 1,57 milhão de pessoas haviam sido vacinadas contra a covid-19 no México.

Enquanto isso, o chefe da estratégia de saúde do México contra a pandemia, o subsecretário Hugo López-Gatell, informou neste sábado que contraiu a doença.

"Divido publicamente que tenho #COVID19. Comecei com os sintomas ontem (sexta-feira) à noite, felizmente eles são leves", escreveu em sua conta no Twitter.

López-Gatell, a face mais visível do plano de saúde do governo, disse que testou positivo para antígenos e aguarda o resultado do PCR.

O México, com 126 milhões de habitantes, é o terceiro país com mais mortes no mundo em números absolutos, com 178.965 óbitos e 2,03 milhões de casos de covid-19.

jla/yow/jc