Macêdo assume Secretaria-Geral, critica gestão Bolsonaro e diz querer digital do povo

***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022: Primeiro debate entre os principais candidatos a presidência, organizado pela Folha, UOL, TV Bandeirantes e TV Cultura, no estúdio da Band no Morumbi, São Paulo. Na foto, Márcio Macedo (tesoureiro de campanha de Lula). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)
***ARQUIVO*** SÃO PAULO, SP, 28.08.2022: Primeiro debate entre os principais candidatos a presidência, organizado pela Folha, UOL, TV Bandeirantes e TV Cultura, no estúdio da Band no Morumbi, São Paulo. Na foto, Márcio Macedo (tesoureiro de campanha de Lula). (Foto: Mathilde Missioneiro/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro Márcio Macedo (PT-SE) assumiu a Secretaria-Geral da Presidência da República nesta segunda-feira (2), criticou a falta de participação popular no governo Jair Bolsonaro (PL) e afirmou que seu principal objetivo é "colocar a impressão digital do povo nas políticas públicas do governo".

Em seu primeiro discurso após ser empossado do cargo, Macedo disse que a gestão de Bolsonaro "destruiu conselhos e acabou com as conferências" e que "chegou a hora de deixar para trás o passado recente de ódio e intolerância que não faz bem a nenhuma democracia".

"Nosso primeiro grande desafio será recuperar os instrumentos e espaços públicos de participação popular no nosso governo. O último governo fechou a porta do Palácio para o povo", disse.

"Assumo aqui o compromisso de resgatar essas políticas e de fazer do Palácio do Planalto o endereço oficial para que a sociedade possa levar suas reivindicações."

O ministro mencionou diversos movimentos sociais -caberá a ele fazer a interlocução do governo com essas entidades. "Sintam-se em casa porque essa é a casa de vocês", afirmou.

Em entrevista à Folha de S.Paulo em dezembro, logo após ser convidado para assumir a pasta, Macedo defendeu a criação de um conselho de participação social e afirmou que os movimentos sociais terão no Palácio do Planalto um endereço oficial para levar suas reivindicações. O diálogo com esses movimentos ficará concentrado na pasta.

Como o Painel mostrou, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende indicar assessores em cada um de seus 37 ministérios com a missão de fazer interlocução com movimentos sociais. Esses assessores deverão ter contato contínuo com Macedo.

A cerimônia desta segunda-feira ocorreu no Palácio do Planalto na tarde desta segunda-feira (2). O ministro iniciou o discurso citando estar com a gravata que recebeu de presente de Lula, em símbolo de gratidão.

Um dos vice-presidentes do PT, o deputado federal foi o tesoureiro da campanha de Lula e figura constante nos comícios do petista.

Macedo também teceu elogios à presidente do PT, Gleisi Hoffmann, que estava presente na cerimônia, afirmando que ela é um dos principais quadros políticos do Brasil atualmente.

Uma das funções da Secretaria-Geral é fazer a gestão do Planalto, o que levou o meio político a apelidar o cargo de síndico do palácio. Interlocutores de Lula afirmam que Macedo foi escolhido para o posto justamente por ser um político habilidoso e por ter capacidade para lidar com as vaidades que envolvem o cotidiano da sede de trabalho do presidente da República.

Ele é um dos vice-presidentes do PT. Ganhou influência no partido, entre outras razões, por ser muito próximo de Marcelo Déda, de quem foi secretário do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos de Sergipe. Déda morreu em 2013 e era tido como um dos principais nomes da sigla.