‘Macaco’: Defensora que ofendeu entregador tem 5 processos por injúria racial

Defensora pública aposentada é acusada de injúria racial após chamar um entregador negro de
Defensora pública aposentada é acusada de injúria racial após chamar um entregador negro de "macaco". (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A defensora pública aposentada que foi gravada xingando um entregador negro de "macaco" possui outras cinco passagens na Polícia Civil por injúria racial.

Cláudia Alvarim Barrozo, de 59 anos, não compareceu ao depoimento que estava marcado para quinta-feira (5), alegando que teria outro compromisso. No último sábado (30), Cláudia aparece em um vídeo ofendendo um entregador negro que trabalhava em um condomínio de luxo de Niterói, no Rio de Janeiro.

De acordo com a reportagem do UOL, as investigações tiveram início em 2014 e que há ainda uma sexta anotação policial antes do caso deste final de semana, mas por lesão corporal e constrangimento.

A Defensora aposentada, que foi aposentada por invalidez em 2016, foi intimada a prestar esclarecimentos na tarde desta quinta-feira (5) na 81ª DP (Itaipu), sobre ter chamado o entregador de ‘macaco’, mas alegou que tinha compromissos e pediu para remarcar para a semana que vem o depoimento dela.

Na manhã desta sexta-feira (6) Eduardo Pessanha Marques e Jonathas de Souza Mendonça estiveram na delegacia para serem ouvidos novamente.

"A sensação que eu tive era de que eu estava em um filme, em uma novela e que aquilo não poderia estar acontecendo", disse Eduardo, que gravou o vídeo das ofensivas.

Segundo o delegado Carlos César Santos, atualmente "as pessoas denunciam, não se calam, por isso a incidência [do crime de injúria racial] é maior hoje em dia". Os agentes irão analisar imagens de câmeras de segurança.

A defensora pública aposentada ainda não se manifestou publicamente sobre o ocorrido.

"A Defensoria Pública, como o nome diz, é um órgão público que foi criado para assistir pessoas que não têm condições financeiras. Fica contraditório uma defensora pública agir dessa maneira, de maneira contrária ao seu juramento", destaca Joab Gama, advogado dos entregadores que foram vítimas de injúria racial.

A Defensoria Pública reforçou que Cláudia Barrozo não atua mais como defensora pública por estar aposentada desde novembro de 2016. Duas das passagens policiais por injúria racial, verificadas pela reportagem, foram registradas em 2014.

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