'Macaco': Entregador denuncia racismo e agressão de defensora pública aposentada

Van de trabalho do entregador também foi atingida por objetos (Getty Creative)
Van de trabalho do entregador também foi atingida por objetos (Getty Creative)
  • Suspeita também xingou funcionário e arremessou objetos contra o veículo

  • Agressões começaram após senhora ver a van do entregador na porta de casa

  • Polícia Civil do Rio de Janeiro ouviu os depoimentos e vai investigar o caso

Um entregador de Niterói, no Rio de Janeiro, denunciou uma cliente que é defensora pública aposentada por injúria racial no último sábado (30).

De acordo com a investigação da Polícia Civil, o homem teria sido chamado de “macaco” após deixar um pedido com a idosa, em um condomínio de luxo no bairro de Itaipu.

"Um sentimento de humilhação, misto de raiva, de a gente ser inofensivo diante do que essas coisas que acontecem bastante no nosso dia a dia. A gente se sente sem poder de reação. Eu desejo que ela assista o vídeo e reflita bastante sobre a atitude dela", disse o entregador.

Em depoimento, ele explicou que foi ao local por volta de 15h30, com um colega, para deixar uma encomenda e estacionaram a van em frente à casa da defensora pública aposentada, local onde uma das entregas foi feita.

Enquanto um deles, que é ajudante, permaneceu esperando no banco de passageiros do carro, a senhora apareceu e pediu para que o carro fosse retirado do local imediatamente.

"Ele explicou que não tinha habilitação e que o motorista já estava voltando. Ela então começou a ofendê-lo, o chamando de 'otário, babaca e idiota' e ainda jogou uma pedra na van e tentou quebrar o retrovisor", revelou Joab Gama, advogado que representa as vítimas, em entrevista ao portal UOL.

Em seguida, ainda conforme informações fornecidas pela defesa, as ofensas pioraram quando o entregador voltou para o veículo.

"Ele pegou o celular para gravar, porque ela estava jogando objetos na van. Para se resguardar, caso o veículo sofresse algum dano. Quando ele começou a gravar a senhora, que é uma defensora pública aposentada, o chamou de 'macaco'. Agora estamos acompanhando as investigações", declarou Gama.

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