Macacos sabem quando estamos mentindo

Pixabay

Cientistas alemães descobriram que, como nós, os macacos podem dizer quando uma pessoa está errada em suas convicções e tendem a ajudar quando assistem a uma injustiça.

Grandes macacos, como orangotangos e chipanzés, nossos parentes mais próximos, se mostraram dispostos a ajudar uma pessoa que é enganada sobre a localização de um objeto, de acordo com o estudo publicado na revista científica Plos One.

Pesquisadores do Instituto Max Planck de Antropologia Evolutiva usaram um teste desenvolvido para humanos de 1 ano e cinco meses para determinar se os primatas podiam entender quando uma pessoa tinha uma uma convicção errada, o que indica sinais de cognição social avançada.

Eles analisaram um grupo de 34 macacos do Zoológico de Leipzig, na Alemanha, que eram posicionados em frente a duas caixas.

O estudo, então, se dividia em duas partes: na primeira, uma pessoa colocava o objeto em uma das caixas e deixava o local. Em seguida, um segundo indivíduo entrava e trocava a peça de um recipiente para outro.

Quando a primeira pessoa voltava, tentava abrir a caixa onde ela supostamente acreditava que o objeto estava.

Na segunda parte, o indivíduo que havia colocado o objeto na caixa permanecia no quarto enquanto o segundo trocava o objeto de lugar.

No momento em que a pessoa que colocou o objeto pela primeira vez retorna, os primatas têm de decidir qual caixa irão abrir. Nas vezes em que quem guardou o objeto permaneceu na sala, e viu a troca, os macacos abriram ambas as caixas em cerca de metade das vezes. Mas, quem deixou a sala e, não presenciou a mudança, recebeu uma “mãozinha”: em 76,5% dos casos, eles escolhiam a caixa correta para abrir.

“Este estudo mostra pela primeira vez que os grandes macacos podem usar uma compreensão de convicções erradas para ajudar os outros de forma adequada”, disse David Buttelmann, do Instituto Max Planck para Antropologia Evolutiva, na Alemanha.