Órgão regulador vai à Justiça para que Jay-Z deponha em investigação

Nova York, 3 mai (EFE).- A Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (SEC, na sigla em inglês) entrou nesta quinta-feira com um processo em um tribunal de Nova York para forçar o rapper Jay-Z a prestar depoimento em uma investigação sobre a empresa que comprou a marca de roupa do artista, Rocawear.

A SEC informou em comunicado que enviou duas notificações ao artista para que deponha sobre os negócios conjuntos com a empresa Iconix, que adquiriu a Rocawear em 2007.

Sediada em Nova York, a Iconix pagou à época mais de US$ 200 milhões pelos "ativos intangíveis" da Rocawear. Como parte do acordo, Jay-Z manteve o controle criativo da marca de roupa e entrou em uma joint venture com a Iconix.

A investigação da SEC sobre a Iconix começou após a empresa ter anunciado que reduziu em US$ 169 milhões o valor da Rocawear em março de 2016, e dois anos depois, em outros US$ 34 milhões.

A entidade tenta descobrir se ocorreram "possíveis violações" das leis em relação aos relatórios financeiros da Iconix. Para isso, quer que Jay-Z preste esclarecimentos sobre "os seus negócios conjuntos" com a empresa, "entre outras coisas".

"Shawn Carter (Jay-Z) não apareceu como fora requisitado nas notificações" que recebeu no final de 2017 e no início de 2018. Por intermédio de um advogado, o cantor "rejeitou dar alguma data adicional" para colaborar com a investigação, alega a SEC.

Iconix, proprietária de marcas de moda urbana como Ecko, Ed Hardy ou Zoo York, está sob investigação do órgão regulador desde dezembro de 2015, um mês após ter anunciado mudanças nas práticas contábeis.

Um representante de Jay-Z comunicou à emissora "CNBC" que o artista "não fez parte" dos dados financeiros de Iconix e defendeu que é uma "pessoa pública que não deveria estar envolvida no assunto". EFE