Macri repudia agressão contra casa da irmã de Néstor Kirchner

O presidente da Argentina, Mauricio Macri (D) cumprimenta a governadora de Santa Cruz, Alicia Kirchner, em 12 de dezembro de 2015 na residência presidencial de Olivos, Buenos Aires

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, considerou "muito grave" a violenta manifestação de sexta-feira diante da casa da governadora de Santa Cruz, Alicia Kirchner, irmã do falecido presidente Néstor Kirchner e cunhada da ex-presidente Cristina Kirchner, que estava na residência no momento do incidente.

A imprensa argentina informou que a polícia da província de Santa Cruz (sul) - reduto dos Kirchner - enfrentou o grupo de manifestantes com gás lacrimogêneo e balas de borracha. Quatro pessoas ficaram feridas e foram hospitalizadas.

"Muito grave o ataque à residência da Governadora Kirchner. Repudiamos a violência como método, sempre", escreveu Macri no Twitter.

Centenas de pessoas convocadas por sindicatos de professores e do judiciário, associações de aposentados, entre outros, se concentraram diante da residência de Alicia Kirchner na cidade de Río Gallegos, a capital da província, para pedir sua renúncia.

De acordo com a imprensa local, os manifestantes souberam que Cristina Kirchner estava na casa, o que mobilizou ainda mais pessoas.

A ex-presidente divulgou nas redes sociais um vídeo no qual narrou como os manifestantes derrubaram uma porta de entrada ao jardim, atiraram pedras e quebraram algumas janelas.

"Éramos cinco mulheres, aqui não havia nenhum homem", disse Kirchner, que também estava com a neta de 18 meses.

Ela disse que foram "grupos absolutamente planejados e organizados".

"O presidente da Nação é o primeiro e maior responsável para que exista paz social e educação", afirmou a respeito de Macri, de quem é grande opositora.

A ministra da Segurança, Patricia Bullrich, informou que o governo preparou um plano para retirar a ex-presidente ante a ameaça de invasão da residência.