Macron aconselhou Mbappé a ficar no PSG: 'O papel de um presidente é defender o país'

O presidente da França, Emannuel Macron, revelou que aconselhou o atacante Kylian Mbappé a continuar jogando pelo Paris Saint-Germain e abrir mão de uma possível proposta para defender o espanhol Real Madrid. Em entrevista ao jornal Le Parisien, Macron ressaltou que não tinha poder para interferir em qualquer decisão sobre a transferência, mas queria continuar assistindo o jogador atuando em solo francês.

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— Posso assegurar que não interfiro em nenhuma transferência, sou como um cidadão comum quando se trata de esportes. Tenho vontade de ver boas partidas e torcer por um time, que no meu caso é o Olympique de Marseille. Conversei com ele apenas para aconselhá-lo a ficar na França. O papel de um presidente é defender o país — disse.

O presidente e o atleta conversaram por telefone pouco antes da divulgação de que Mbappé decidiu renovar o contrato com o PSG até 2025. Segundo a “EuroSport”, o time investirá 300 milhões de euros somente em luvas para o atleta, mais um salário de 100 milhões de euros (mais de R$ 500 milhões) por ano.

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Na semana passada, o presidente da La Liga, Javier Tebas, disse que a entidade enviará uma reclamação formal à Uefa tratando do novo contrato firmado entre o PSG e Mbappé. À AFP, ele disse ser “impossível que não houvesse trapaça” na negociação feita entre atleta e clube francês. Tebas alega que as regras de fair play financeiro da Uefa foram descumpridas, e que La Liga “não permitirá que um clube europeu destrua o ecossistema do futebol europeu”.

— A reclamação que apresentaremos à UEFA já está redigida e em fase de revisão. Não vamos permitir que um clube europeu destrua o ecossistema do futebol europeu — disse.

O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, já havia adiantado, em entrevista à AFP, que rejeitaria as críticas da La Liga ao novo acordo entre Mbappé e PSG.

— Eu absolutamente não concordo. Há muitos insultos de qualquer maneira no futebol, e acho que cada liga deve se preocupar com sua própria situação. Não acho certo que uma liga critique a outra. Tanto quanto sei, a oferta do Real por Mbappé foi semelhante à oferta do PSG — ressaltou.

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