Macron dá maior honraria da França a Randolfe, líder da oposição a Bolsonaro

·2 min de leitura
*ARQUIVO* BRASILIA, DF,  BRASIL,  08-07-2021 - Randolfe Rodrigues (REDE-AP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
*ARQUIVO* BRASILIA, DF, BRASIL, 08-07-2021 - Randolfe Rodrigues (REDE-AP). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Depois de o presidente francês, Emmannuel Macron, receber Lula (PT) no Palácio do Eliseu, em Paris, com honrarias de chefe de Estado, o governo francês entregará a maior honraria do país ao senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

A comenda Légion d’honneur, a mais alta distinção da França e uma das condecorações mais famosas do mundo, será entregue ao parlamentar no dia 6 de dezembro. A cerimônia será realizada na embaixada francesa em Brasília.

Líder da oposição no Senado, o parlamentar foi o vice-presidente da CPI da Covid e é um dos maiores adversários do governo de Jair Bolsonaro.

Além dele, também foram indicadas para receber a honraria a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima, e a Irmã Rosane Ghedin.

O governo francês afirma que a condecoração é um reconhecimento pela atuação do parlamentar no enfrentamento da Covid-19 no Brasil —Randolfe foi o vice-presidente da CPI da Covid— e por sua "defesa fervorosa" do meio ambiente e do Acordo de Paris, "como ilustra seu forte comprometimento com a luta pela preservação das reservas na Amazônia" e seu "incansável dedicação ao desenvolvimento das regiões limítrofes do Amapá e da Guiana Francesa."

Desde 1802, a honraria já foi concedida aos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, José Sarney e Juscelino Kubitschek, ao escritor Paulo Coelho, a dom Pedro 2º e ao Marechal Rondon, entre outras personalidades brasileiras.

A entrega da condecoração a Randolfe ocorrerá após Bolsonaro chamar de "provocação" o encontro entre Lula e Macron, dizendo que o petista e o mandatário francês "falam a mesma linguagem".

"O Macron sempre foi contra a gente, e ele sempre bateu na gente na questão da Amazônia. Como se ele tivesse preservado alguma, ele e seus antecessores, tivessem preservado alguma coisa na França. Parece uma provocação, sim", disse Bolsonaro, em entrevista à rádio Sociedade da Bahia.

"A França não é exemplo para nós, muito menos o seu Macron. Seu Macron está muito bem acompanhado do Lula, e Lula, muito bem acompanhado do seu Macron. Eles se entendem, falam a mesma linguagem."

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos