Macron denuncia que 'manipularam' suas declarações sobre caricaturas de Maomé

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Manifestantes queimam um pôster com uma foto riscada do presidente francês Emmanuel Macron durante um protesto contra a França em Quetta, no Paquistão, em 31 de outubro de 2020
Manifestantes queimam um pôster com uma foto riscada do presidente francês Emmanuel Macron durante um protesto contra a França em Quetta, no Paquistão, em 31 de outubro de 2020

O presidente francês, Emmanuel Macron, denunciou neste sábado (31) que suas declarações sobre as caricaturas de Maomé foram manipuladas, já que "líderes políticos e religiosos" deram a entender que esses desenhos são "uma manifestação do governo francês" contra o Islã.

"As reações do mundo muçulmano ocorreram devido a muitas mentiras e ao fato de que as pessoas entenderam que sou a favor dessas caricaturas", disse o jovem líder em entrevista à rede árabe Al-Jazeera.

"Sou a favor de podermos escrever, pensar e desenhar livremente no meu país pois considero isso importante, representa um direito e as nossas liberdades", acrescentou.

A campanha contra os produtos franceses gerada pela polêmica é "indigna" e "inadmissível", declarou ainda o presidente.

A campanha "tem sido feita por alguns grupos privados porque não entenderam e se basearam em mentiras sobre as caricaturas, às vezes por parte de outros líderes. É inadmissível", completou.

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