Macron pede a forças políticas para clarificarem posições

O Presidente francês quebrou o silêncio esta quarta-feira após as eleições legislativas de domingo, em que obteve apenas uma maioria relativa.

Emmanuel Macron pediu às diferentes forças políticas para clarificarem as suas posições para que o país não caia num impasse político e disse que, por enquanto, não haverá um governo de união nacional.

As reações ao discurso multiplicam-se. Jean-Luc Melénchon, líder da coligação de esquerda NUPES, segunda força política da Assembleia Nacional Francesa, classificou como “fúteis” os apelos de Macron à oposição e dirigiu-se à primeira-ministra, Elisabeth Borne.

A primeira-ministra, como em todas as democracias do mundo, deve comparecer perante a Assembleia Nacional e pedir a confiança dos deputados. Se ela não tiver essa confiança, deve demitir-se.

Marine Le Pen, líder da extrema-direita, que conseguiu um resultado histórico nas legislativas já disse, em comunicado, que os 89 deputados da União Nacional "nunca se juntarão a uma coligação macronista" que, acrescentou, "implementa políticas que o partido pretende combater".

A coligação Juntos de Macron ficou a 44 lugares da maioria absoluta. Para governar com tranquilidade e levar a cabo o projeto político que delineou para o país, nos próximos 5 anos, o Presidente precisa de encontrar alianças.

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