Macron pede maioria 'sólida' nas legislativas da França

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O presidente Emmanuel Macron pediu aos eleitores nesta terça-feira (14) que lhe deem uma maioria parlamentar "sólida" na França no domingo, dois dias após sua aliança centrista empatar com a frente de esquerda no primeiro turno das eleições legislativas.

"No melhor interesse da nação, peço que deem ao país uma maioria sólida", disse Macron em um discurso solene da pista do aeroporto de Paris-Orly, antes de embarcar em um voo para visitar Romênia e Moldávia.

"Este é um momento histórico e vivemos em tempos históricos (...) Nada seria pior do que adicionar uma desordem francesa à desordem mundial", alertou o chefe de Estado, antes de deixar a França para uma viagem focada na guerra na Ucrânia.

Seu deslocamento ocorre a poucos dias do segundo turno das eleições legislativas, em que o partido no poder luta para manter a maioria absoluta que desfruta no parlamento desde 2017 e necessária para que Macron aplique seu programa liberal sem problemas.

Diante da possibilidade de alcançar apenas uma maioria relativa, sua aliança centrista partiu para o ataque contra a principal força de oposição, a Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes) e seu líder, o esquerdista radical Jean-Luc Mélenchon.

O veterano político de 70 anos é o foco de todos os ataques do campo de Macron, que alertam que, se ele chegar ao poder, representaria um risco para a França e o mundo. Essa estratégia já foi usada com sucesso contra a extrema-direita na eleição presidencial de abril.

O primeiro turno das eleições legislativas traçou um panorama incerto para Macron, reeleito em 24 de abril. Sua aliança Juntos e a Nova União Popular Ecológica e Social (Nupes) empataram com em torno de 25,7% dos votos.

Os institutos de pesquisa projetam que, após a votação de 19 de junho, as forças de Macron poderiam obter entre 255 e 295 cadeiras no parlamento, seguidas pela frente de esquerda (150 a 210). A maioria absoluta está em 289 deputados.

Com uma abstenção recorde de 52,49% no primeiro turno, a mobilização é anunciada como chave para o equilíbrio de forças na votação de 19 de junho e, nesse sentido, o presidente pediu uma votação "sensata".

"Esse é o momento de escolhas, e as grandes escolhas não se fazem com abstenção. Apelo ao bom senso e ao ímpeto republicano", declarou.

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