Na França, os poderes do presidente são maiores do que nos vizinhos da UE

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A partir de 14 de maio, Emmanuel Macron começa um segundo mandato como presidente da República. Um cargo que, na França, dá ao chefe de Estado mais poderes que seus vizinhos da União Europeia. Devido ao sistema semipresidencialista, a função tem alguns limites. O presidente “divide” o governo com seu primeiro-ministro, além de depender dos parlamentares para aprovar as leis. Mas comparado aos colegas do bloco europeu, o chefe de Estado francês pode quase tudo.

Quando os membros da União Europeia se reúnem para discutir o futuro do bloco, a “foto de família” realizada no final do encontro terá sempre os mesmos personagens: o primeiro-ministro português, o chanceler alemão ou ainda o premiê italiano. Mesmo se esses países possuem presidentes, na hora de tomar decisões que pesam no âmbito internacional, quem manda de verdade é o chefe do governo.

A França é uma das exceções. Apesar de ter um primeiro-ministro, Paris é sempre representada no exterior por seu chefe de Estado, que assina os tratados mais importantes e é o rosto dos franceses no exterior. Enquanto nos vizinhos europeus o presidente tem um papel quase simbólico —quem se lembra o nome do presidente alemão durante o governo de Angela Merkel? —, na França o presidente é onipresente, dentro e fora do país.

Quinta República

Desde 1958, quando teve início a chamada 5ª República, a Constituição francesa vem ampliando os poderes do presidente. Fundada durante a guerra da Argélia, essa “nova República” foi decidida pelo general Charles de Gaulle. O país ainda estava traumatizado pela Segunda Guerra, encerrada cerca de uma década mais cedo.


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