Macron propõe "comunidade política europeia" com participação de Ucrânia e Reino Unido

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O presidente francês, Emmanuel Macron, lançou nesta segunda-feira (9) no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, a ideia de uma "comunidade política europeia" aberta a países que hoje não fazem parte do bloco, como é o caso da Ucrânia, ou que o abandonaram, como o Reino Unido. O chanceler alemão, Olaf Scholz, considerou a proposta "muito interessante". A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, também defende mudanças, mas a iniciativa francesa encontra resistência de vários parceiros.

Reeleito para um segundo mandato de cinco anos, Macron e a presidente da Comissão Europeia defenderam um bloco mais "independente" e "eficaz". Considerando que o processo de adesão à UE é longo e complexo, Macron propôs a criação de uma "comunidade política europeia" que permitiria a "nações europeias democráticas, que aderem à nossa base de valores, encontrar um novo espaço de política, segurança e cooperação em matéria de energia, transportes, investimentos, infraestrutura e circulação de pessoas", defendeu o líder francês em Estrasburgo, antes de seguir para um encontro, em Berlim, com o chanceler alemão. Já na capital alemã, Scholz afirmou ao lado de Macron que considerava essa proposta de "comunidade política muito interessante".

"Aderir (à nova instância política) não prejudicaria uma futura entrada na União Europeia propriamente dita", explicou Macron. A nova estrutura "também não seria fechada àqueles que deixaram a UE", acrescentou o chefe de Estado francês, referindo-se ao Reino Unido, que abandonou o bloco europeu na sequência do referendo do Brexit.

"Devemos melhorar constantemente o funcionamento de nossa democracia", disse Von der Leyen, que também esteve em Estrasburgo no Dia da Europa, celebrado em 9 de maio.


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