Macron visita Mossul, antigo reduto do EI no Iraque

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O presidente francês Emmanuel Macron em uma igreja católica em Mossul, Iraque, em 29 de agosto de 2021 (AFP/Ludovic MARIN)
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O presidente francês, Emmanuel Macron, visitou neste domingo (29) o Curdistão iraquiano e a cidade de Mossul, além de uma igreja e o local onde ficava uma mesquita destruída durante a reconquista da cidade das mãos do grupo Estado Islâmico, em 2017, para mostrar seu "respeito a todas as comunidades" do país.

No segundo dia de sua visita ao Iraque, Macron foi a Mossul, a segunda cidade iraquiana e último grande reduto mantido pelo EI, para "reconhecer a importância" desta "cidade mártir", assolada pela violência dos combates de 2017, manifestou.

Em 2017, Mossul foi reconquistada pelo exército iraquiano e uma coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos, após intensos bombardeios e combates que a deixaram em ruínas.

Durante o dia, o presidente francês visitou Nossa Senhora da Hora, uma igreja católica muito danificada desde 2003, mas que está sendo restaurada pela Unesco.

Os iraquianos precisam "trabalhar juntos", disse ele em seu discurso.

Mossul ainda carrega as cicatrizes dessa ofensiva e a reconstrução da cidade "é muito lenta", disse Macron, anunciando que um consulado e escolas serão reinstalados em Mossul.

A França, que financia escolas cristãs francófonas na região, quer proteger os cristãos do Oriente, mas também as minorias.

O presidente francês também visitou a emblemática mesquita sunita Al Nuri, destruída pelo EI. Foi neste local que Abu Bakr al Baghdadi proclamou o "califado" liderado pelos jihadistas em 2014.

A mesquita e a igreja visitadas por Macron fazem parte dos três projetos de reconstrução dirigidos pela Unesco e financiados pelos Emirados Árabes Unidos, no valor de 50 milhões de dólares.

Após visitar Mossul, o presidente francês esteve em Erbil, capital da região autônoma do Curdistão iraquiano, para falar com o presidente curdo, Nechirvan Barzani.

Macron expressou a Barzani sua "solidariedade para continuar lutando contra o Daesh (acrônimo do EI em árabe)", ao qual considerou um "inimigo comum que dá sinais preocupantes de ressurgimento tanto no Iraque quanto na Síria".

Na véspera, Macron participou de uma cúpula regional em Bagdá, centrada principalmente na luta contra o terrorismo e no impacto da tomada do poder pelos talibãs no Afeganistão.

Durante este encontro, prometeu que a França permanecerá no Iraque "sejam quais forem as decisões americanas" e destacou que "não haverá equilíbrio no Iraque se não houver respeito por suas comunidades".

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