Macron visita túmulo de De Gaulle pelos 50 anos de sua morte

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O presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, em 29 de outubro de 2020
O presidente francês, Emmanuel Macron, no Palácio do Eliseu, em Paris, em 29 de outubro de 2020

O presidente Emmanuel Macron visita nesta segunda-feira (9) o túmulo de Charles de Gaulle em Colombey-les-deux-Eglises (nordeste da França), onde o general passou seus últimos meses aposentado da vida pública, no 50º aniversário da morte dessa figura fundadora de resistência na Segunda Guerra Mundial e da Quinta República.

Em um vídeo, Macron lembrou que de Gaulle (1890-1970), presidente de 1944 a 1946 e de 1958 a 1969, tinha "confiança inabalável no destino da França" e considerava a nação "forte quando está unida". 

A pequena cidade de cerca de 700 habitantes onde De Gaulle costumava passar o verão, e que escolheu para passar seus últimos meses de vida, aguarda nesta segunda-feira a visita do presidente Macron e de sua esposa, Brigitte. 

Uma cerimônia sóbria será realizada, devido à pandemia de covid-19, e apenas cerca de 30 pessoas comparecerão, incluindo membros da família De Gaulle. 

Este deslocamento é o desfecho das homenagens do chamado "ano De Gaulle", que celebra os 130 anos de seu nascimento, os 80 anos da Convocação de 18 de junho de 1940 que deu início à resistência francesa contra o invasor nazista e os 50 anos de sua morte. 

Símbolo da resistência à ocupação nazista, promotor da Quinta República, dos processos de descolonização da Argélia e da África Subsaariana, bem como da força de dissuasão nuclear francesa, Charles de Gaulle se tornou uma figura protetora reivindicada tanto pela extrema direita quanto pela extrema esquerda. 

"Seu apelo é inegável. Basta olhar para as pesquisas. Sua popularidade é incomparável na história francesa", diz Eric Roussel, autor do livro "De Gaulle monument français" ("De Gaulle, monumento francês", em tradução livre).

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