Madrasta é suspeita de tentar matar enteado de 16 anos com feijão envenenado no Rio

Uma madrasta é suspeita de tentar matar por envenenamento o enteado, em Padre Miguel, na Zona Oeste do Rio. De acordo com investigações da 33ª DP (Realengo), o estudante de 16 anos deu entrada, na tarde de 15 de março, no Hospital Municipal Albert Schweitzer, no mesmo bairro, com tonteira, língua enrolada, babando e com coloração da pele branca após comer um prato de feijão feito e servido pela mulher que mantinha um relacionamento conjugal com seu pai. A irmã do adolescente, também estudante, de 22, também estava presente no almoço, sentiu os mesmos sintomas e morreu na mesma unidade de saúde, 12 dias após ser internada. Inicialmente, o caso foi tido como causa natural, mas agora o suposto homicídio da jovem está sendo apurado em outro inquérito da delegacia.

Segundo os depoimentos prestados na delegacia, durante o almoço, em que foram servidos ainda arroz, bife e batata frita, estavam presentes, além do casal, e dos dois estudantes, uma filha de outro casamento do pai dos jovens, dois filhos e uma neta da suspeita. Na ocasião, o adolescente reclamou que o feijão estava com gosto amargo e o colocou no canto do prato. A madrasta então levou o prato de volta a cozinha e colocou mais comida.

Após a refeição, o estudante foi deixado na casa da mãe, Jane Carvalho Cabral, que minutos depois ligou para o ex-marido contando dos sintomas apresentados pelo filho. Levado ao hospital, o jovem foi submetido a uma lavagem gástrica e teve a intoxicação exógena diagnosticada pela equipe médica. Ele continua internado.

À mãe, O estudante relatou ter passado mal justamente após ingerir “umas pedrinhas azuis que estavam no feijão” e contou que, ao servir seu prato, a madrasta teria apagado a luz da cozinha “como se estivesse escondendo algo”. Aos policiais, Cíntia disse que as tais “pedrinhas” eram um tempero de bacon que não havia dissolvido na comida. Na residência, agentes da 33ª DP localizaram um veneno de pulgas na cozinha.

Nas redes sociais, a mãe dos dois estudantes pede justiça.

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