Maduro afirma que revolução bolivariana continuará 'com ou sem a OEA'

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, durante uma coletiva de imprensa com meios internacionais no Palácio de Miraflores em Caracas, em 18 de janeiro de 2017

O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, assegurou neste sábado que a "revolução bolivariana" continuará brigando pela justiça, pela igualdade e pelo socialismo, "com ou sem a OEA".

"A Organização dos Estados Americanos (OEA) está desabando, com a desnaturalização aberrante que lhe foi imposta pelo seu secretário-geral, almugre (Luis Almagro). Com ou sem a OEA, a revolução bolivariana continuará lutando", afirmou Maduro.

Durante um ato com trabalhadores no palácio presidencial de Miraflores, Maduro disse que Almagro - que propõe a aplicação da Carta Democrática Interamericana à Venezuela - é um "bandido e um traidor", devido à sua "desonra e traição" com a causa bolivariana, assim como à sua "pretensão de agredi-la e de intervir nela".

Em uma carta ao Conselho Permanente da OEA, Almagro pediu, na terça-feira passada, que se aplique a Carta Democrática Interamericana e que se suspenda a Venezuela como membro se o país não realizar eleições gerais em breve, como pede a oposição.

A eleição presidencial está prevista para dezembro de 2018, enquanto que as de governadores, que deveriam ter sido realizadas no final do ano passado, foram adiadas para 2017, e ainda não têm data.

Julio Borges, presidente do Parlamento venezuelano, de maioria opositora, pediu neste sábado aos governos latino-americanos que apoiem na OEA uma solução para a crise política, econômica e institucional da Venezuela.

A aplicação da Carta Democrática faculta a OEA a intervir em casos de grave alteração constitucional e, em última instância, a suspender o país envolvido.