Maduro exige que Biden 'desbloqueie' fundos para Covax

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Mulher idosa recebe a primeira dose da vacina Sputnik V em Caracas, em 7 de junho de 2021

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, exigiu nesta sexta-feira (11) que o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, "desbloqueie" 10 milhões de dólares destinados a saldar uma dívida com o mecanismo Covax, chamando o bloqueio de "roubo criminoso".

“O sistema Covax nos informou recentemente em uma carta oficial que os últimos 10 milhões (...) haviam sido bloqueados pelo governo dos Estados Unidos (...) Como se chama isso? Roubo criminoso, sanções criminosas, ações criminosas dos Estados Unidos da América contra a Venezuela!”, declarou Maduro em um discurso transmitido pela televisão estatal.

“Exijo (...) que o governo Joe Biden pare de bloquear o dinheiro da Venezuela para as vacinas da Covax, que o governo Joe Biden desbloqueie o dinheiro da vacina para o povo da Venezuela”, exclamou.

Cerca de 10 milhões de dólares destinados a completar os pagamentos ao sistema Covax foram "bloqueados" por um banco suíço para uma "investigação", atrasando o acesso do país às vacinas contra a covid-19, denunciou na véspera a vice-presidente venezuelana Delcy Rodríguez.

O governo de Maduro tem sido atingido por sanções internacionais lideradas por Washington, que dificultam seu acesso ao sistema financeiro internacional.

A Venezuela, segundo o governo, pagou os 120 milhões de dólares necessários para receber as doses por meio da Covax, mecanismo da Organização Mundial da Saúde (OMS) que busca garantir o acesso equitativo às vacinas contra o novo coronavírus.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas), escritório regional da OMS, disse não ter confirmação do pagamento da Venezuela.

Ciro Ugarte, diretor de Emergências de Saúde da Opas, referiu-se nas últimas duas semanas a este saldo pendente de 10 milhões, embora na quarta-feira tenha dito que o processo de envio de vacinas à Venezuela está "em andamento".

O governo venezuelano espera receber a vacina da farmacêutica norte-americana Johnson & Johnson, de dose única e que não requer refrigeração extrema, mas isso dependerá de sua disponibilidade, segundo a Opas.

A Venezuela, que planeja ter 70% de sua população imunizada até dezembro, está usando até então as vacinas Sputnik V, da Rússia, e Vero Cell, da China.

Este país de 30 milhões de habitantes acumula mais de 247 mil casos de covid-19 com 2.781 mortes, números oficiais que são questionados por organizações como a Human Rights Watch, que acredita em uma subnotificação.

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