Maduro presta juramento como presidente apesar de rejeição internacional

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro (C), caminha ao lado da primeira-dama Cilia Flores e do presidente do Supremo Tribunal de Justiça (TSJ) Maikel Moreno (R) na cerimônia de inauguração de seu segundo mandato em Caracas, em 10 de janeiro de 2019

O presidente venezuelano Nicolás Maduro prestou juramento nesta quinta-feira para um segundo mandato de seis anos, desafiando os Estados Unidos e grande parte da comunidade internacional, que ameaça aumentar a pressão sobre seu governo considerado ilegítimo.

"Juro em nome do povo da Venezuela (...) juro pela minha vida", declarou Maduro, que recebeu a faixa presidencial do presidente da Suprema Corte de Justiça (governista), em um ato que não foi assistido por nenhum representante da União Europeia (UE) ou a maioria dos países das Américas.

A UE, os Estados Unidos e o Grupo Lima - formado por 14 países - ignoraram a reeleição de Maduro nas eleições de 20 de maio, promovidos pela Assembleia Constituinte no poder e boicotadas pela oposição, que as considerou uma fraude.

Pouco antes da posse, os Estados Unidos novamente se negaram a reconhecer a legitimidade do governo Maduro e prometeram aumentar a pressão sobre o presidente venezuelano, de acordo com o assessor de segurança nacional da Casa Branca, John Bolton.

"Os Estados Unidos não reconhecem a posse ilegítima da ditadura de Maduro. Continuaremos aumentando a pressão sobre o regime corrupto, apoiando a democrática Assembleia Nacional (Parlamento) e cobrando democracia e liberdade na Venezuela", escreveu Bolton no Twitter.

Washington já anunciou novas sanções financeiras contra personalidades e empresas na Venezuela.

O presidente venezuelano, de 56 anos, foi investido perante o Tribunal Supremo Eleitoral (TSJ) e não perante o Parlamento, a única instituição nas mãos da oposição.

Quase em paralelo, em Washington, a Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza uma sessão extraordinária sobre a situação no país sul-americano.