Reunião entre Trump e Putin poderia acontecer em Washington, diz Casa Branca

Washington, 2 abr (EFE).- O possível encontro entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Rússia, Vladimir Putin, pode acontecer na Casa Branca "em um futuro não muito distante", mas os detalhes ainda não estão concretizados, informou nesta segunda-feira a porta-voz presidencial americana, Sarah Sanders.

"Como o próprio presidente confirmou em 20 de março, horas depois de sua última conversa telefônica com o presidente Putin, os dois falaram de um encontro bilateral 'em um futuro não muito distante' em vários lugares potenciais, inclusive a Casa Branca", disse Sarah Sanders em comunicado.

"Não temos nada a acrescentar neste momento", afirmou a porta-voz presidencial americana.

Sarah Sanders respondeu assim à informação vinda de Moscou de que Trump propôs a Putin em sua última conversa telefônica a realização de um encontro na residencial presidencial em Washington, informou hoje Yuri Ushakov, assessor do chefe do Kremlin.

Ushakov expressou sua confiança de que Washington não irá voltar atrás na proposta feita na conversa entre ambos no dia 20 de março, ou seja, antes da recente expulsão de diplomatas devido ao "caso Skripal", no qual um ex-espião russo foi envenenado com um agente químico no Reino Unido, uma ação da qual o governo britânico responsabiliza o Kremlin.

Ushakov qualificou de "interessante" e "positiva" a ideia, mas acrescentou logo em seguida que os dois presidentes não chegaram a falar de datas e prazos concretos.

Não obstante, o assessor de Putin admitiu que a tensão entre os dois países provocada pela expulsão de diplomatas e pelo fechamento de consulados, "certamente, torna mais difícil tratar da possibilidade de uma cúpula".

Os Estados Unidos ordenaram em 26 de março a expulsão de 60 funcionários da Rússia e o fechamento do consulado do país em Seattle, no estado de Washington, em resposta à tentativa de assassinato do ex-espião Skripal na Inglaterra.

Dias depois, a Rússia respondeu com a expulsão de 60 diplomatas americanos e com o fechamento do consulado geral em São Petersburgo. EFE

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