Maduro quer que Tabaré Vázquez detenha "agressão" uruguaia contra a Venezuela

Caracas, 2 abr (EFE).- O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse neste domingo que há uma semana tenta contato com Tabaré Vázquez para falar sobre a "atitude de ataque" da chancelaria do Uruguai contra a Venezuela e acrescentou que o líder uruguaio poderia fazer história como a pessoa que deteve esta "agressão".

"Vou falar e esclarecer tudo com o presidente Tabaré Vázquez e que ele entrará para a História como o presidente que deteve a agressão contra a Venezuela em todos os espaços onde o imperialismo americano pressiona", afirmou.

A declaração do governante venezuelano foi feita durante seu programa "Domingo com Maduro".

"Estou ligando para o presidente Tabaré Vázquez há uma semana para conversar sobre as declarações e a atitude de sua Chancelaria, porque gosto do presidente Tabaré, o aprecio de verdade", comentou.

Maduro disse que não pode entender por que o chanceler uruguaio, Rodolfo Nin Novoa, "agride a Venezuela, coordena com o Departamento de Estado americano as posições contra a Venezuela, coordena com a embaixadora dos Estados Unidos em Montevidéu a agressão contra a Venezuela, e fica em silêncio sobre os massacres em outros países".

Neste sentido, considerou "estranho" que durante a recente reunião de chanceleres do Mercosul não tenham sido discutidos os "graves acontecimentos" do Paraguai.

Na sexta-feira, a ministra das Relações Exteriores da Argentina - país que exerce a presidência temporária do Mercosul -, Susana Malcorra, se reuniu de forma urgente com os colegas de Brasil, Aloysio Nunes; Paraguai, Eladio Loizaga, e Uruguai em Buenos Aires para discutir a situação da Venezuela.

A reunião aconteceu para analisar a decisão do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela que anunciou na noite de quarta-feira passada que assumiria as funções do parlamento, de maioria opositora, decisão que foi revisada no sábado, após a má repercussão internacional.

Os chanceleres dos Estados-membros do Mercosul exigiram que a Venezuela garanta a separação de poderes, liberte os "presos políticos" e respeite o cronograma eleitoral depois da "ruptura da ordem democrática" ocorrida no país.

Maduro reiterou neste domingo que "a controvérsia" que surgiu pela decisão do "TSJ autônomo e independente" foi resolvida "depois de intensas conversas" com a população, com o presidente do Supremo, Maikel Moreno, com o ministro da Defesa, Vladimir Padrino, e com representantes do governo. EFE