Mãe de assassino de petista diz que filho 'nunca pensou em matar'

 

Petista Marcelo Arruda celebrava seu aniversário de 50 anos com temática do PT - Foto: Reprodução
Petista Marcelo Arruda celebrava seu aniversário de 50 anos com temática do PT - Foto: Reprodução

A mãe do policial penal Jorge José da Rocha Guaranho, que matou a tiros o guarda municipal Marcelo Arruda, em Foz do Iguaçu (PR), afirmou nesta quarta-feira (14) que o filho disse que “nunca pensou em tirar a vida de alguém”.

Começou hoje a audiência de instrução e julgamento do assassinato de Arruda que, de acordo com informações do portal UOL, vai definir até amanhã se o caso será levado a júri popular.

Segundo a mãe de Guaranho, Dalvanice Rocha, o policial penal e apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL) não lembra o que aconteceu e ficou sabendo do caso quando o irmão mostrou as imagens.

"Ele falou: 'nunca na minha vida eu pensei em tirar a vida de alguém'. O meu filho nunca foi um assassino. Foi uma tragédia", falou ela.

O portal UOL informou ainda que, ao todo, 16 pessoas serão ouvidas, e Guaranho, que foi denunciado por homicídio duplamente qualificado, deve falar nesta quinta (15).

Depois de ter alta hospitalar, o policial penal está preso preventivamente desde a madrugada de 13 de agosto no Complexo Médico Penal de Pinhais, na região metropolitana de Curitiba.

Relembre o caso

Marcelo Arruda comemorava o aniversário de 50 anos com decoração do PT e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando Jorge José da Rocha Guaranho chegou no local de carro.

Guaranho, então, desceu do veículo, armado, gritando: "Aqui é Bolsonaro!". O apoiador do presidente não era conhecido de ninguém na festa nem tinha sido convidado.

Ao ser atingido por Guaranho, Arruda, que estava armado, revidou e atingiu o policial.

O guarda municipal chegou a ser levado ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos.