Mãe de menina morta por carro alegórico é atacada na web: “Cachorra”

“Eu já recebi muita crítica. Para julgar e criticar tem um montão, mas para ajudar não tem ninguém. Mas tem pessoas falando que eu sou irresponsável, cachorra, vagabunda. É bem difícil”, afirmou (Foto: Reprodução)
“Eu já recebi muita crítica. Para julgar e criticar tem um montão, mas para ajudar não tem ninguém. Mas tem pessoas falando que eu sou irresponsável, cachorra, vagabunda. É bem difícil”, afirmou (Foto: Reprodução)

Marcela Portelinha, mãe de Raquel Antunes da Silva, que morreu atropelada por um carro alegórico durante o Carnaval, afirmou que está sendo atacada na internet por pessoas que a julgam como “irresponsável”.

Em entrevista ao g1, ela disse que vive um momento “difícil” após a morte da filha e ainda que foi xingada de “cachorra” e “vagabunda”

“Eu já recebi muita crítica. Para julgar e criticar tem um montão, mas para ajudar não tem ninguém. Mas tem pessoas falando que eu sou irresponsável, cachorra, vagabunda. É bem difícil”, afirmou.

Raquel morreu no dia 22 de abril após ser imprensada por um carro alegórico antes do desfile da Em Cima da Hora, no Carnaval do Rio de Janeiro. A criança chegou a ser submetida a uma cirurgia complexa, que resultou na amputação de sua perna direita, mas não resistiu aos ferimentos.

Após a morte da garota, uma série de “stories” foram publicados em seu perfil do Instagram. Os textos defendiam Portelinha e diziam ser de autoria de Raquel, segundo o g1.

“Todos que estão criticando a minha mãe, Marcela, a culpa não é dela. Subi por conta própria. Não tenho muito tempo para falar. Mãe, eu te amo. Seja forte e corajosa. Não temas e não desanime. Sou teu Deus”, diz um dos posts.

Segundo Portelinha, no entanto, as publicações foram feitas por uma amiga de Raquel e que ela nem sequer sabia das postagens por não estar “usando redes sociais”.

“Não estou com cabeça. Eu não tenho condições. Estou vivendo a base de calmantes. Ela faz muita falta. Muita mesmo. Você não tem noção. Tiraram um pedaço de mim. Ela era minha amiga, minha companheira. Eu mal consigo dormir, quando vou dormir já está de manhã”, disse Portelinha.

Relembre o caso

De acordo com testemunhas, a menina estava com a mãe em uma lanchonete nas proximidades do desfile, na noite do dia 20 de abril, mas teria se afastado com dois amigos para olhar os carros alegóricos.

Momentos depois, a mulher foi informada de que Raquel tinha sido atropelada por um carro alegórico e prensada contra um poste.

A menina foi socorrida no posto médico do Sambódromo e, em seguida, transferida para o Souza Aguiar.

Raquel Antunes da Silva não resistiu aos ferimentos do acidente sofrido na noite do dia 20 de abril, na Sapucaí, e morreu no dia 22 de abril. Ela estava internada em estado gravíssimo no Hospital Souza Aguiar, no centro do Rio, e havia tido uma perna amputada.

Segundo funcionários do centro médico, o quadro de Raquel piorou muito após uma hemorragia interna e ela não resistiu.

A criança chegou a ser submetida a uma cirurgia complexa durante a madrugada de quinta, que resultou na amputação de sua perna direita.

Durante o procedimento, porém, Raquel sofreu uma parada cardiorrespiratória. Ela teve, ainda, traumatismo no tórax e respirava por aparelhos.

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