Mãe denuncia morte de bebê após receber medicamento em hospital: "Quero justiça"

Morte de bebê foi causada por erro médico, segundo a mãe - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Morte de bebê foi causada por erro médico, segundo a mãe - Foto: Reprodução/TV Anhanguera
  • Mãe afirma que morte do filho de 5 meses foi causada por erro médico em hospital no interior de Goiás

  • Erick Jonathan deu entrada com uma questão dermatológica e acabou morrendo dois dias depois

  • A mulher acredita que um medicamento errado tenha causado a morte do filho

Uma mulher denunciou o Hospital Municipal de Pires do Rio, em Goiás, por erro médico após a morte do próprio filho, de apenas 5 meses. Jacilene Reis do Amaral, de 21 anos, afirmou que um remédio errado resultou no óbito do pequeno Erick Jonathan.

A dona de casa relatou ao g1 que levou o bebê ao centro médico no último sábado (30) para tratar uma coceira ininterrupta. Após a aplicação de um medicamento injetável, porém, o menino apresentou sintomas mais graves e faleceu dois dias depois.

“Aplicaram um injetável errado nele, eu vi. Meu filho estava só com uma coceirinha. Ele chegou alegre no hospital, estava brincando com todo mundo. Eu quero que a Justiça seja feita porque eu não quero que nenhuma mãe passe por isso”, declarou.

Jacilene garante que Erick foi vítima de erro médico. Ela contou que um enfermeiro chegou a informar à médica responsável pelo atendimento que o remédio prescrito por ela estava em falta. A profissional, então, autorizou a aplicação de um outro medicamento.

Segundo a mãe, imediatamente após a injeção, o bebê passou a apresentar falta de ar. "Eu me agoniei e eles pegaram meu filho do meu braço e tentaram reanimar, mas ele não reagiu. Depois disso, eles se trancaram com ele na sala.”

Erick teve uma parada cardíaca e precisou ser intubado. Na noite do mesmo dia, foi transferido em uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Estadual da Criança e do Adolescente (Hecad).

Ainda de acordo com Jacilene, o bebê sofreu cinco paradas cardíacas, sendo três na ambulância, e chegou ao novo centro médico em estado gravíssimo. Além disso, Erick apresentava lesões pelo corpo, como um braço fraturado. Ela acredita que o filho tenha sido ferido durante as tentativas de reanimação.

Após a morte, a mãe registrou ocorrência na Polícia Civil de Goiânia contra o Hospital de Pires do Rio. A corporação abriu inquérito para apurar o ocorrido.

Posicionamento do hospital

Em contato com a TV Anhanguera, a diretoria do hospital em Pires do Rio confirmou que Erick havia dado entrada apenas com uma mancha no corpo a ser tratada, mas negou a versão de que teria ocorrido erro médico.

Segundo o posicionamento da instituição, após a aplicação do medicamento, o bebê teria chorado e engolido saliva, o que causou uma broncoaspiração que fez com que ele parasse de respirar.

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