Advogada e ex-mulher de Bolsonaro falta duas vezes a depoimento na PF

Registro de Ana Siqueira na eleição de 2018  (Foto: Divulgação/ Podemos)
Registro de Ana Siqueira na eleição de 2018 (Foto: Divulgação/ Podemos)

A advogada Ana Cristina Siqueira Valle, ex-mulher do presidente Jair Bolsonaro (PL), causou indignação na Polícia Federal após não ter comparecido a dois depoimentos.

De acordo com o jornalista Guilherme Amado, do portal Metrópoles, o depoimento de Ana Cristina era aguardado dentro do inquérito que investiga o filho dela com o presidente, o influenciador digital Jair Renan Bolsonaro.

A oitiva estava marcada para sexta-feira (5), mas Ana Cristina não apareceu e nem apresentou justificativa. Agora, a PF estuda marcar uma terceira data para ouvir a advogada.

Investigação

A PF apura suposto crime de tráfico de influência (quando alguém usa uma posição de poder para favorecer terceiros junto à administração) envolvendo as empresas de Jair Renan. Ele teria atuado para que, em novembro de 2020, a empresa Gramazini, do ramo de mineração e construção, conseguisse duas reuniões no Ministério do Desenvolvimento Regional para tratar sobre um projeto de construção de casas populares.

A suspeita é que a Gramazini tenha financiado a empresa de Jair Renan, a Bolsonaro Jr Eventos e Mídia. A PF também quer saber qual é o papel de Ana Cristina na captação de recursos para a empresa do filho.

Em depoimento prestado em abril deste ano, o filho 04 de Bolsonaro confirmou ter recebido ajuda do lobista Marconny Faria para criar sua empresa.

A festa de inauguração da Bolsonaro Jr Eventos e Mídia, no fim de 2020, contou com a cobertura de fotos e vídeos feita de forma gratuita por uma produtora que prestava serviços para o governo federal. Além disso, um parceiro comercial do filho do presidente, Allan Lucena, que dividia o escritório com ele, afirmou que ganhou um carro elétrico da empresa Neon Motors, ligada à Gramazini.