Mãe e filha mentem sobre estupro, e caminhoneiro é espancado até morrer

·2 min de leitura
Bruna Hoffman (à esquerda), de 26 anos, e a mãe, Lucineia Pereira da Silva, de 50, foram presas pela polícia do Espírito Santo - Divulgação/PCES/Reprodução/UOL
Bruna Hoffman (à esquerda), de 26 anos, e a mãe, Lucineia Pereira da Silva, de 50, foram presas pela polícia do Espírito Santo - Divulgação/PCES/Reprodução/UOL
  • A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu mãe e filha suspeitas de matarem um caminhoneiro de 49 anos

  • As duas mulheres teriam incitado a população a linchar a vítima, afirmando que era um estuprador

  • O homem e a suspeita de 26 anos tinham se desentendido por causa do valor de um programa sexual

A Polícia Civil do Espírito Santo prendeu uma mãe e uma filha suspeitas de matarem um caminhoneiro de 49 anos a pedradas na Serra (Região Metropolitana de Vitória). Segundo investigações, Lucineia Pereira da Silva, de 50 anos, e Bruna Hoffman, de 26, teriam incitado a população a linchar a vítima, afirmando que era um estuprador e que teria mexido com crianças na região.

"As apurações indicaram que era mentira, e a questão do estupro não existiu, a vítima era inocente, um homem trabalhador", explicou o delegado adjunto da DHPP Serra, Daniel Fortes, em entrevista à imprensa na última quinta-feira (28). O crime ocorreu em junho e as suspeitas foram presas em 22 de setembro.

O verdadeiro motivo para o crime foi o fato de que o homem e a mulher de 26 anos tiveram um desentendimento por causa do valor de um programa sexual. Por meio de aplicativos de encontros, a vítima marcou um programa com Bruna que teria acontecido na casa da mãe. Após o encontro, os dois discutiram.

"Em conversas, eles teriam combinado um valor para o programa, em determinado momento a filha passa a cobrar mais da vítima. Eles brigam e o homem vai embora da residência. Para tirar satisfações, a vítima volta novamente para a casa e arremessa uma pedra na janela. Nesse momento, quem estava em casa era a mãe", disse o delegado.

Em depoimento, a filha alegou que, no dia do crime, tentou correr atrás do homem, mas ao notar que não conseguiria alcançá-lo gritou para a população que ele seria um estuprador. A mãe, segurando uma enxada, o agrediu até a morte com o auxílio de outras pessoas que acreditaram na falsa acusação.

Mãe e filha foram denunciadas pelo Ministério Público (MPES) e são rés no processo que tramita na 3ª Vara Criminal da Serra. Ambas foram encaminhadas ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos