Mãe de Henry Borel, Monique Medeiros é internada com infecção urinária

Redação Notícias
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Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, deixa à Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca(16ªDP), após prestar depoimento sobre a morte do menido de 4 anos - Foto: Agência Brasil
Monique Medeiros da Costa e Silva, mãe do menino Henry Borel, deixa à Delegacia de Polícia da Barra da Tijuca(16ªDP), após prestar depoimento sobre a morte do menido de 4 anos - Foto: Agência Brasil
  • Monique Medeiros foi internada na madrugada desta segunda-feira

  • Ela deixou o Instituto Penal Ismael Sirieiro e foi diagnosticada com infecção urinária

  • A mulher foi presa com o namorado, Dr. Jairinho, após a morte do filho Henry Borel

Monique Medeiros deixou o Instituto Penal Ismael Sirieiro, em Niterói, e foi internada no Hospital Penal Hamilton Agostinho, no Complexo de Gericinó, na madrugada desta segunda-feira. A mãe de Henry Borel foi diagnosticada com infecção urinária, de acordo com informações do UOL.

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária explicou que Monique acusou fortes dores abdominais nos últimos dias e solicitou atendimento médico. Ela deve seguir internada por, pelo menos, mais três dias, de acordo com as recomendações médicas.

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Monique foi presa na última quinta-feira junto com o namorado, o vereador Dr. Jairinho, acusada de envolvimento na morte do próprio filho, Henry, de quatro anos. Ela está em uma cela isolada do Instituto, onde permanecerá por 14 dias em obediência aos protocolos de segurança da Covid-19.

O caso Henry Borel

Contra o casal foram cumpridos mandados de prisão temporária por 30 dias, expedidos pela juíza Elizabeth Louro Machado, do II Tribunal do Júri da capital. Os dois são suspeitos de participação na morte do filho dela, Henry Borel Medeiros, durante a madrugada de 8 de março.

De acordo com as investigações, Jairinho agredia o menino com bandas, chutes e pancadas na cabeça e Monique tinha conhecimento disso, pelo menos, desde o dia 12 de fevereiro.

O inquérito aponta que menino chegou ao condomínio Majestic, no Cidade Jardim, levado pelo pai, o engenheiro Leniel Borel de Almeida, por volta de 19h20 do dia anterior. Monique teria dado banho no filho e o colocado para dormir no quarto que dividia com Jairinho. Por volta de 3h30, quando já tinham pego no sono após assistir uma série na televisão, a professora e o vereador disseram ter encontrado a criança caído no chão do cômodo, com pés e mãos gelados e olhos revirados.

Eles então levaram Henry para a emergência do Hospital Barra D’Or, onde as médicas garantem que Henry já chegou morto e com as lesões descritas nos laudos de necropsia. Os documentos mostram que ele sofreu hemorragia interna e laceração hepática e seu corpo apresentava equimoses, hematomas, edemas e contusões. Peritos ouvidos pelo Globo afirmam que os ferimentos não são compatíveis com um acidente doméstico.

De acordo com as investigações, Jairinho agredia o menino com bandas, chutes e pancadas na cabeça e Monique tinha conhecimento disso, pelo menos, desde o dia 12 de fevereiro (Foto: Agência Brasil)
De acordo com as investigações, Jairinho agredia o menino com bandas, chutes e pancadas na cabeça e Monique tinha conhecimento disso, pelo menos, desde o dia 12 de fevereiro (Foto: Agência Brasil)

Henry era "doce" e "tranquilo"

Na madrugada do dia 18 de março, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (Solidariedade), definiu seu enteado, Henry Borel Medeiros, filho da professora Monique Medeiros da Costa e Silva, como “doce” e “tranquilo”.

Ao prestar depoimento sobre a morte do menino, na 16a DP (Barra da Tijuca), o parlamentar negou ter sido processado criminalmente em seus relacionamentos anteriores e afirmou acreditar que sua ex-mulher, a dentista Ana Carolina Ferreira Netto, o tenha acusado de lesão corporal em “decorrência de ciúmes”.

Horas antes de chegar a 16ª DP (Barra da Tijuca), no último dia 17, Monique Medeiros da Costa e Silva trocou ao menos duas vezes de roupa até definir a combinação que usaria para prestar depoimento no inquérito que apura a morte do filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos. Fotos resgatadas em seu aparelho celular, apreendido há duas semanas, mostram que a professora experimentou um macacão preto, posou em frente ao espelho, e depois, depois de consultar um advogado, decidiu ir com um conjunto social branco.

Na delegacia, Jairinho confirmou as informações prestadas por Monique, que dão conta que eles acordaram, por volta de 3h30 do dia 8 de março e encontraram Henry caído no chão, com mãos e pés gelados e olhos revirados. O menino foi levado ao Hospital Barra D’Or, mas as médicas garantiram que ele já chegou morto a unidade de saúde e com as lesões descritas no laudo de necropsia.

A versão do casal

Ao ser questionada durante seu depoimento, Monique afirmou acreditar que ele possa ter acordado, ficado em pé sobre a cama, se desequilibrado ou até tropeçado no encosto da poltrona e caído no chão. Também na delegacia, Jairinho contou que, após ouvir os gritos da moça, caminhou até o quarto, colocou a mão no braço de Henry e notou que o menino estava com temperatura bem abaixo do normal e com a boca aberta, parecendo respirar mal.

O vereador disse que acreditou que Henry havia bronco-aspirado, mas seu quadro evoluía mal, já que no caminho para o hospital não respondeu à respiração boca a boca nem aos estímulos feitos por Monique. Jairinho contou que, apesar de ter formação em Medicina, nunca exerceu a profissão e a última massagem cardíaca que realizou foi em um boneco, durante a graduação.

Ao longo desse mês, o delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, ouviu 17 testemunhas no inquérito que apura o caso, entre familiares, vizinhos e funcionários do casal. Uma ex-namorada de Jairinho relatou que ela e a filha sofreram agressões por parte do parlamentar. Os celulares e laptops dos dois e de Leniel foram apreendidos e passam por perícias e uma reprodução simulada foi realizada.