Mãe que teria matado filhos fica em silêncio durante depoimento

Mãe é investigada após confessar ter matado os filhos de 3 e 10 anos. (Foto: GettyImages)
Mãe é investigada após confessar ter matado os filhos de 3 e 10 anos. (Foto: GettyImages)
  • Mulher disse que cometeu o crime durante surto

  • Polícia, no entanto, não encontrou indícios e não vai pedir laudo psiquiátrico

  • Depois de supostamente ter matado os filhos, mãe manteve corpos no apartamento

A mãe que confessou ter matado os próprios filhos, de 3 e 10 anos, ficou em silêncio durante seu depoimento à Polícia Civil, informou a delegada responsável pelo caso, Ana Hass. Os corpos das crianças foram encontrados em um apartamento em Guarapuava (PR).

Ainda de acordo com a delegada, a investigação descartou a necessidade de um laudo psiquiátrico, pois não há indícios que o crime tenha sido decorrente de um surto. Sua prisão foi mantida nesta segunda-feira (31).

A mulher, de 31 anos, deve responder por homicídio, ocultação de cadáver e fraude processual.

Os corpos das duas crianças foram liberados do Instituto Médico Legal neste domingo (28), e levado para Itajaí, em Santa Catarina, onde vive a família. Não haverá velório e o sepultamento deve ocorrer ainda nesta segunda-feira (29), no Cemitério Municipal de Itajaí.

A mãe, de 31 anos, foi presa em casa neste sábado (27), em Guarapuava. Segundo a delegada responsável pelo caso, a mulher confessou o crime.

A mãe relatou que matou os filhos há cerca de 15 dias, tendo asfixiado o menino de três anos usando um travesseiro. Para a menina, a mãe teria dado um calmante e após ela dormir, teria a enforcado com um cordão.

"Ela disse ter entrado numa espécie de surto há cerca de 15 dias. Colocou a data de 13 de agosto como data inicial dos fatos e que teria acabado matando os filhos por asfixia ou enforcamento. Vamos esperar o laudo policial para ver se confirma. Ela falou que havia tentado se matar por várias vezes", disse em entrevista ao canal de televisão RPC.

A polícia confirmou que irá realizar uma perícia no apartamento da mulher. A corporação também aguarda laudos do Instituto Médico Legal (IML) das crianças e da própria suspeita para analisar as supostas autolesões.