Maestro Felipe Prazeres assume a orquestra do Theatro Municipal do Rio

Spalla da Orquestra Petrobras Sinfônica e maestro responsável pelos projetos pop da orquestra liderada por Isaac Karabtchevsky, Felipe Prazeres acaba de assumir o posto de regente titular do Theatro Municipal do Rio de Janeiro. O cargo estava vago há oito meses, quando Ira Levin deixou a posição.

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Filho do regente Armando Prazeres e irmão de Carlos Prazeres, atualmente à frente das sinfônicas da Bahia e de Campinas, Felipe regeu pela primeira vez a orquestra do Municipal na abertura da temporada, em 2022. Mas sua relação com ela nasceu há bem mais tempo. Entre 2001 e 2002, ele integrou o grupo como violinista contratado.

- Assumir essa orquestra é, para mim, um reencontro musical, pois pertenci e até hoje me sinto pertencendo não só a ela como à classe musical do Rio - diz o carioca de 45 anos. - Isso me dá muita alegria, principalmente, porque fui escolhido pelos próprios músicos, eles que me indicaram, o que me dá legitimidade. É um convite vindo de pessoas com as quais trabalhei e trabalho até hoje como músico. Vai ser só alegria. Darei o meu melhor para cumprir a missão de trazer tudo que o Municipal representa, esse trunfo, esse patrimônio que temos no Rio.

Os problemas financeiros pelos quais o Municipal vem passando não são grandes obstáculos, garante o artista, que já viu esse cenário algumas vezes. Felipe afirma que o mais importante é a retomada do espaço que, apesar das dificuldades, está voltando a ser frequentado pelos cariocas. Ele acrescenta que ver uma direção "comprometida com a realidade e não com devaneios" contou pontos a favor para que decidisse aceitar o convite. Atualmente, a direção artística do teatro está a cargo do tenor Eric Herrero.

Felipe estreia como titular dia 12 de agosto, com um programa de música francesa, agendada antes de sua entrada. A data é muito especial para ele, já que sua filha, Nina, com a atriz Carol Castro, faz aniversário de 5 anos neste dia.

A orquestra do Municipal tem foco em ópera e balé, e Felipe conhece bem esses gêneros como músico. Regeu "A flauta mágica" com a Sinfônica da UFRJ e teve a ópera de Mozart como tema de seu mestrado. A primeira incursão na regência de balé, no entanto, deverá ser uma montagem ainda não definida no fim do ano. Antes, porém, ele rege "O Barbeiro de Sevilha" em novembro, com direção cênica de Julianna Santos.

Do clássico ao pop, um maestro moderninho

A primeira experiência de Felipe como regente aconteceu 15 anos atrás, no Convento de Santo Antônio. Estava à frente do grupo de câmara da Petrobras Sinfônica, que tocou obras barrocas como o "Concerto de Brandemburgo n° 4", de Bach. Na Petrobras Sinfônica assumiu diversas vezes a batuta. No mês que vem, inclusive, viaja em turnê com ela.

Felipe também é um dos fundadores da moderninha Johann Sebastian Rio, orquestra da câmara que mistura clássico e pop. Nesse domingo (31), ele estará no concerto da Petrobras Sinfônica no Municipal, com a "9ª Sinfonia de Beethoven".

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