Mãezona, tiete de famosos, epilética e também neta do presidente: conheça Bia Lula

Ela contou que é elipética e usa canabidiol no tratamento das crises

Bia é a primeira neta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (foto: divulgação / Ricardo Stuckert)
Bia é a primeira neta de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) (foto: divulgação / Ricardo Stuckert)

Resumo da Notícia:

  • Bia é mais que apenas neta de Luiz Inácio Lula da Silva

  • Na primeira posse do político como presidente ela tinha 7 anos

  • Ela contou que é elipética e usa canabidiol no tratamento das crises

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem uma extensa família e entre eles alguns se destacam. Este é o caso de Beatriz, primeira neta do político, que é muito mais que 'Lula da Silva'. Em conversa com o podcast “Senta Direito Garota”, ela conta que sempre se viu imersa na vida política da família. Filha de Lurian, a primogênita do político, Bia viu Lula subir a rampa do Palácio do Planalto pela primeira vez, aos sete anos.

“Em lugares diferentes sei que ele é o Lula, e não Luiz, meu avô. Sou filha da Lurian, a primeira filha dele. E dei o título de avô para ele, sou a primeira neta e minha filha a primeira bisneta”, conta. Casada com o administrador público Felippe Miranda, eles são pais de Ana Lua, de 5 anos.

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Ela conheceu o marido em Maricá, no Rio de Janeiro, durante a campanha da ex-presidenta Dilma Rousseff. “Trabalhava e ele coordenava grupos. No fim da campanha, Felippe pediu meu telefone e fomos ficando... Ficamos até hoje, há 10 anos”, contou.

Lula da Silva

Mas ser neta de Luiz Inácio não é das tarefas mais fáceis, principalmente nos lugares comuns da sociedade civil. Bia explica que ela, sua mãe e outras pessoas da família, encontram dificuldades para serem empregados quando associam o ‘Lula da Silva’, seus últimos nomes ao político. “Não tinha emprego porque tinham medo”, relembra.

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Quem também já experimentou o problema foi sua filha, Ana Lua, ao ser atendida em uma unidade de saúde particular na região metropolitana no Rio de Janeiro. “Minha filha chegou a ser destratada em um hospital de Niterói quando a médica viu que ela era Lula da Silva. Ela virou a cara”, lembra.

Perseguida

Bia passou alguns sufocos durante os mais de 500 dias em que Lula ficou preso na Polícia Federal, em Curitiba. Ela e o marido foram perseguidos na cidade onde moram, deixaram um projétil na porta do carro deles, que estava estacionado no condomínio que vivem.

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“Pedimos as câmeras do circuito interno e não tinham gravado nada. Fomos à Polícia e eles descobriram que tinham clonado nosso carro em São Paulo e em Brasília. Os policiais nos alertaram que tinha alguém de olho na gente por ser em cidades tão específicas. Fazemos tudo com muita cautela desde então”, contou.

Cuidados constantes

Bia, aos 27 anos, trata desde pequena uma doença silenciosa: a epilepsia. “A minha é de difícil controle, então é esporádica e do nada posso apagar e ter uma crise. Uso a dose máxima do meu remédio alopático e só ajustamos o canabidiol. Sem o alopático não consigo ficar, tenho crise na hora”, explica.

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Ela também conta que teve quatro crises durante a gestação da filha, o que foi considerado um sucesso. Por conta da doença, que se manifesta a qualquer momento, Bia raramente fica sozinha e trata esse trauma na terapia.

“Sou mulher, tem o meu sobrenome que se alguém pegar minha identidade está ali, e a epilepsia te ausenta por muitos instantes. Às vezes por 30 minutos. Se tiver uma crise em um carro de aplicativo, a pessoa pode fazer o que quiser comigo e só me deixar no meu destino final. E estar sempre com o Felippe acabou sendo uma forma dele cuidar de mim e eu conseguir fazer as coisas”, diz.

Parto difícil

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Quando engravidou, Beatriz tinha dois sonhos que pretendia realizar: amamentar e sentir as dores do parto. Mas ambos não foram realizados. Na juventude ela precisou fazer uma redução mamária e seu médico na época cortou seus dutos mamários e por causa da epilepsia seu obstetra optou por uma cesariana.

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“Sofri violência obstétrica e hoje tenho consciência disso. Primeiro a anestesista não conseguia me dar a peridural, ela furou umas três vezes até conseguir aplicar a anestesia. O médico me abriu e a Lua não estava baixa, não era a hora dela nascer. A médica anestesista subiu na minha barriga, começou a empurrar e falou: ‘Ela não está saindo, está muito em cima. Não está querendo nascer’. Queria esperar para sentir as dores do parto, porque não sei se quero passar por isso de novo. Mas o médico não quis e aceitei”, lamenta.

Ensinamentos do avô

Luiz Inácio não teve a oportunidade de concluir os estudos porque precisou trabalhar para ajudar a família, e este não é um cenário que ele incentiva aos filhos e netos. “Ele bate muito na tecla que podemos fazer muita coisa, mas temos que estudar. Quer que tenhamos um diploma, mesmo que não exerçamos a função”, conta.

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Trabalhando como prestadora de serviços para a prefeitura de Maricá, ela trancou a faculdade de psicologia e hoje estuda Gestão Pública.

Tiete sim!

Mas o parentesco traz algumas regalias e Beatriz aproveita na medida do possível. Durante a terceira posse do avô, no último dia 1º, ela não poupou pedidos de fotos com famosos como Deolane Bezerra e políticos como Bendita da Silva (PT) e o presidente da Bolívia, Evo Morales.

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Mas ela já comparilhou fotos com Tico Santa Cruz, Agatha Moreira, Pocah, Gilsons, Caio Prado e outros artistas em eventos diversos.

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